A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) de Alagoas fechou um contrato emergencial de R$ 2,49 milhões com a gráfica Cepal para produção de materiais institucionais, educativos, informativos e de identificação funcional. O acordo, que pode durar até um ano, foi revelado pelo portal Tribuna do Sertão e já repercute nos bastidores políticos.
O valor chama atenção justamente em um momento em que a saúde estadual enfrenta filas, falta de leitos e denúncias de sucateamento. Enquanto hospitais relatam falta de insumos, a pasta desembolsa uma bolada para papelaria e impressos — o que levanta suspeitas de prioridades invertidas.
Segundo o República do Povo, a contratação ocorre em meio à crise na saúde estadual, e o caráter emergencial do serviço gráfico — que poderia ser licitado normalmente — só aumenta a desconfiança de parlamentares de oposição.
A Cepal, que já presta serviços para o governo, terá a missão de produzir cartilhas, banners e crachás. A justificativa oficial é a necessidade de atender demandas internas, mas o custo elevado para itens de baixa complexidade técnica deve virar alvo de pedidos de explicação na Assembleia Legislativa.
O próximo passo esperado é a cobrança por transparência: a oposição deve pedir acesso ao contrato completo e detalhamento dos itens produzidos. Enquanto isso, a população segue aguardando respostas sobre a real destinação do dinheiro público em pleno colapso sanitário.
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