O Kremlin afirmou que uma reunião entre Vladimir Putin, Donald Trump e Volodymyr Zelensky só é possível para “selar acordos” já negociados, não para discutir termos. A declaração, divulgada pela agência estatal russa, ressalta a complexidade das negociações em curso e joga água fria nas expectativas de um encontro a três em curto prazo.
Segundo o porta-voz do governo russo, qualquer cúpula desse tipo exigiria um avanço substancial nas conversas bilaterais entre Moscou e Washington, além de um alinhamento mínimo com Kiev. A posição endurece o tom em um momento em que a guerra na Ucrânia completa novos capítulos de tensão, com impactos diretos no cenário energético global.
A declaração russa chega em meio a um contexto de escalada militar no Oriente Médio, que já disparou o preço do petróleo e ampliou a instabilidade internacional. A combinação de crises simultâneas reduz o espaço para gestos diplomáticos de grande porte, como uma cúpula tripartite.
Analistas avaliam que a fala do Kremlin é uma tentativa de ganhar tempo e fortalecer a posição russa antes de qualquer mesa de negociação. O próximo passo esperado é a continuidade dos contatos bilaterais entre Moscou e Washington, com Kiev observando à margem.
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