O candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, negou nesta segunda-feira (31) qualquer irregularidade no registro de sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que está em julgamento na corte. A declaração ocorre após o ministro Dias Toffoli adiar a análise do caso, apontando ‘indícios de ilicitude’ por parte da legenda.
Conforme o g1 noticiou na sexta-feira (28), Toffoli retirou de pauta o pedido de registro de candidatura de Renan Santos, que começaria a ser julgado nesta segunda no plenário virtual. A decisão, publicada no domingo (30), cita possível descumprimento da legislação eleitoral, que obriga os candidatos a informarem todas as contas em redes sociais utilizadas nas campanhas no momento do registro.
Segundo o ministro, o Missão pode ter descumprido a lei ao não informar corretamente as redes sociais de Renan no prazo estipulado. A campanha teria levado 12 dias para regularizar a situação, o que, na visão de Toffoli, pode ter favorecido o candidato com a indicação automática dos algoritmos das plataformas, que sugerem perfis a usuários que não os seguem. As regras do TSE proíbem essa recomendação orgânica durante o período eleitoral.
Renan rebate acusações
Cumprindo agenda em São Paulo na manhã desta segunda, Renan Santos classificou os apontamentos de Toffoli como ‘patéticos’ e negou qualquer benefício. ‘O nosso time passou as coisas no prazo. Não tenho como estimar porque nem participei disso. Mas não estou tendo vantagem nenhuma. Não estou tendo dinheiro nenhum na campanha. Fui ver que eu poderia ter levado uma vantagem econômica. Isso é uma piada, minha campanha não tem grana nenhuma’, declarou.
O candidato também afirmou que não entendeu o teor da matéria e que conversou com seus advogados. ‘Falam que eu não nomeei as redes sociais. Foi nomeado tudo. Disseram que o TSE está tendo problemas em certas candidaturas, de colocar ou não no sistema. Aí é um problema deles. Pra mim, isso não afeta em nada’, completou.
Panorama político e repercussão
O caso ganhou repercussão nacional por envolver um candidato à Presidência e um ministro do TSE em pleno processo eleitoral. A decisão de Toffoli de adiar o julgamento, em vez de decidir de imediato, gerou debates sobre os critérios técnicos e a transparência no registro de candidaturas. Especialistas ouvidos por veículos de imprensa destacam que a exigência de declaração completa de redes sociais é uma medida recente, criada para coibir vantagens indevidas no ambiente digital, mas sua aplicação prática ainda gera controvérsias.
Enquanto isso, a campanha de Renan Santos segue com agenda em São Paulo, tentando minimizar o impacto do episódio. A defesa do candidato afirma que todas as informações foram prestadas dentro do prazo e que eventuais falhas no sistema do TSE não podem ser atribuídas à campanha. O julgamento, que será retomado em data a ser definida, é aguardado com atenção por aliados e adversários, pois pode influenciar o cenário eleitoral nas próximas semanas.
Fonte: ver noticia original

