O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou Dario Durigan como o novo ministro da Fazenda nesta semana, em São Paulo, visando garantir a estabilidade econômica após a saída de Fernando Haddad.
Substituindo o antigo titular que disputará o governo paulista, o novo ministro assume com o aval do mercado financeiro por sua gestão previsível e técnica anteriormente demonstrada como secretário-executivo. A prioridade imediata do gabinete será a blindagem das contas públicas durante o ciclo das eleições municipais.
Durigan enfrentará o desafio de equilibrar o arcabouço fiscal, que limita gastos reais em 2,5% ao ano, enquanto despesas obrigatórias pressionam os investimentos. Analistas apontam que a manutenção das metas de arrecadação será o termômetro de sua força política no Congresso Nacional.
Tensões internacionais e o preço do diesel
Na frente externa, o conflito no Oriente Médio elevou o valor do petróleo, obrigando o ministério a articular um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel para conter a inflação. O plano busca neutralizar o repasse de custos ao transporte sem romper o compromisso fiscal assumido com investidores.
Apesar do perfil de continuidade, pairam dúvidas sobre a capacidade de Durigan em liderar reformas estruturais complexas antes do esvaziamento parlamentar provocado pelo calendário eleitoral. O governo vigia de perto a volatilidade do mercado frente a possíveis medidas de cunho populista para beneficiar aliados.
Dario Durigan deve atuar como um gestor de transição até 2027, quando o país deve rediscutir seu modelo de sustentabilidade fiscal e definir se o atual ministro será mantido em um eventual novo ciclo político.
