O banqueiro Daniel Vorcaro submeterá em abril uma proposta de delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República para detalhar fraudes bancárias e a participação de instâncias superiores no esquema.
As investigações apontam que o colaborador pretende identificar pelo menos dois operadores que ocupariam cargos hierárquicos acima dele na estrutura criminosa voltada a desvios de recursos e inflação patrimonial.
O depoimento também deve abordar conexões com magistrados da Suprema Corte, exigindo que o empresário esclareça contratos milionários e transações imobiliárias envolvendo figuras do Judiciário e seus familiares próximos.
Impacto no Legislativo e Judiciário
Líderes partidários também estão sob a mira, uma vez que o esquema teria migrado do desvio de emendas para operações financeiras ilegais no Master, ampliando o alcance da rede de corrupção.
Após o envio dos documentos, as autoridades avaliarão os termos para decidir pela aceitação do acordo, que exige a homologação do ministro André Mendonça para que as provas ganhem validade jurídica oficial.
Atualmente detido em Brasília, o desfecho deste caso depende da capacidade de Vorcaro em apresentar provas robustas e inéditas que justifiquem os benefícios de uma futura redução de pena.
