A defesa da deputada federal Carla Zambelli apresentou um recurso formal nesta quinta-feira contra a decisão da Justiça italiana que autorizou sua extradição para o Brasil visando o cumprimento de penas impostas pelo STF.
O Tribunal de Roma acatou o pedido brasileiro após a parlamentar ser sentenciada a 10 anos de prisão por liderar a invasão cibernética aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, ocorrida no início de 2023.
Com a nova movimentação jurídica, o processo agora segue para a Corte Suprema de Apelações da Itália, o que suspende temporariamente a transferência imediata da política para o território nacional até nova análise.
O veredito final, contudo, dependerá da sanção de Carlo Nordio, atual ministro da Justiça do país europeu, que detém a palavra definitiva sobre a entrega da cidadã ítalo-brasileira às autoridades de Brasília.
Além dos crimes tecnológicos, Zambelli acumula outra condenação de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento, referente ao episódio em que perseguiu um homem em São Paulo.
A PGR sustenta que a parlamentar coordenou ataques cibernéticos deliberados para desestabilizar as instituições e desacreditar o Judiciário, incluindo a falsificação de um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Atualmente, Zambelli permanece na Europa enquanto aguarda o desfecho do recurso, restando ao governo brasileiro o monitoramento diplomático do caso até que se esgotem todas as instâncias recursais na jurisdição italiana.
