O deputado federal Alfredo Gaspar iniciou nesta sexta-feira (27), em Brasília, a leitura do relatório final da CPMI do INSS para detalhar as conclusões sobre o esquema de descontos ilegais em aposentadorias.
O parlamentar alagoano finalizou o parecer durante a madrugada, apresentando um volume substancial de 4.400 páginas. O texto pede que cerca de 220 pessoas sejam indiciadas criminalmente pela participação direta nas cobranças não autorizadas.
A investigação focou em entidades associativas que lucravam através de fragilidades sistêmicas na Previdência Social. Estima-se que as movimentações financeiras indevidas alcancem cifras bilionárias, lesando beneficiários em todo o território nacional através de fraudes contratuais e falta de fiscalização.
O encerramento dos trabalhos ocorre após o Supremo Tribunal Federal barrar a prorrogação do colegiado por decisão majoritária. Com o prazo se esgotando legalmente neste sábado, a presidência da comissão trabalha em ritmo de urgência para garantir a análise do documento.
Caso haja pedidos de vista por parte de outros parlamentares, o senador Carlos Viana confirmou uma nova convocação extraordinária. Se aprovado, o relatório será encaminhado ao Ministério Público Federal para que as devidas ações penais sejam iniciadas contra os investigados.
