A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) divulgou, nesta quinta-feira (20), novos detalhes sobre a morte da advogada de 34 anos, ocorrida durante um passeio com o cachorro em Maceió. Em coletiva de imprensa, a corporação informou que o suspeito preso confessou que ele e outro envolvido receberam ordem do Comando Vermelho para executar uma mulher ligada ao tráfico de drogas, mas que o atirador errou o alvo e atingiu a advogada, que passava pelo local no momento do crime.

De acordo com o depoimento, os dois criminosos foram contratados para matar uma mulher que teria envolvimento com o tráfico, mas a vítima não era a advogada. O autor dos disparos, ao ver a advogada, a confundiu com o alvo e efetuou os tiros. A polícia investiga se o crime foi um latrocínio (roubo seguido de morte) ou se houve erro de alvo, como indicam as declarações do acusado.

Investigação e prisão

O suspeito, que já estava preso por outros crimes, foi ouvido e detalhou a dinâmica do crime. Ele afirmou que a ordem partiu de integrantes do Comando Vermelho, facção que atua no estado. A PC/AL não descarta a participação de mais pessoas no planejamento e na execução, e as investigações continuam para identificar o segundo envolvido e o mandante.

A advogada, cuja identidade não foi divulgada oficialmente, foi morta a tiros enquanto caminhava com seu cachorro em um bairro de Maceió. O caso ganhou repercussão nacional e gerou comoção, com familiares e amigos pedindo justiça. A polícia trabalha com a hipótese de que a vítima não tinha qualquer ligação com o tráfico ou com a facção.

Panorama da violência em Alagoas

O caso ocorre em meio a um cenário de aumento da violência em Alagoas, especialmente na capital, Maceió. Dados recentes apontam crescimento nos índices de homicídios, muitos deles ligados a disputas entre facções criminosas. O Comando Vermelho, uma das principais organizações do país, tem expandido sua atuação no estado, o que tem gerado confrontos com grupos rivais e ações violentas contra a população civil.

Especialistas em segurança pública alertam que erros de alvo como o registrado neste caso evidenciam a falta de critério e o despreparo dos criminosos, que colocam em risco a vida de pessoas inocentes. A polícia reforça a importância de denúncias anônimas para auxiliar nas investigações e desarticular essas organizações.

A PC/AL segue coletando provas e ouvindo testemunhas para esclarecer todos os detalhes do crime. A prisão do suspeito foi um passo importante, mas a polícia afirma que o caso só será encerrado com a identificação e prisão de todos os envolvidos, incluindo quem deu a ordem.

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