Alagoas continua no topo do ranking nacional de analfabetismo, e a culpa, segundo especialistas, não é apenas da população. Um levantamento do Repórter Nordeste aponta que a falta de ações efetivas de prefeitos, governadores e até do Ministério da Educação perpetua o problema. O estado tem 16,8% de adultos que não sabem ler ou escrever, mais que o dobro da média brasileira.
O estudo critica a ausência de programas de alfabetização de jovens e adultos, como o extinto Brasil Alfabetizado, e a má gestão de recursos federais. O senador Renan Calheiros, por exemplo, já foi alvo de críticas por não priorizar o tema em suas emendas parlamentares. Já o prefeito de Maceió, JHC, é lembrado por cortar verbas da educação municipal em 2023.
A ironia é que Alagoas é berço de políticos influentes, como Renan Filho, atual ministro dos Transportes, que quando governador não conseguiu reverter o quadro. Para educadores, enquanto as autoridades tratarem o analfabetismo como problema menor, o estado continuará envergonhando o Nordeste.
O próximo passo esperado é que o governo federal, sob Lula, retome o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, mas sem pressão social, a tendência é que Alagoas permaneça no último lugar do ranking.
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