O Partido Republicano oficializou, nesta semana, apoio à candidatura de Renan Filho ao governo de Alagoas, consolidando uma ampla aliança de dez legendas. O acordo prevê que o empresário Davi Davino seja candidato ao Senado Federal, compondo chapa com o senador Renan Calheiros, que busca a reeleição. A decisão foi anunciada pelo presidente estadual do Republicanos, deputado federal Márcio Marinho, e representa um reforço significativo na base governista, que já conta com MDB, PP, PSD, PT, PV, PCdoB, Solidariedade, Avante e Pros.
A aliança foi costurada após intensas negociações que envolveram lideranças locais e nacionais. O Republicanos, que integra a base do governo federal, optou por se alinhar ao projeto de Renan Filho, que busca suceder o atual governador Paulo Dantas (MDB). A entrada do partido na coligação amplia o leque de apoios e reforça a estratégia de construir uma candidatura competitiva para o Senado, com Davi Davino como nome de consenso entre as legendas aliadas.
Panorama político e impactos da aliança
A formalização do apoio do Republicanos ocorre em um cenário de acirramento da disputa política em Alagoas. A oposição, liderada pelo ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e pelo senador Rodrigo Cunha (Podemos), tenta articular uma frente ampla para enfrentar a hegemonia do grupo liderado por Renan Calheiros. A aliança de dez partidos, no entanto, demonstra a força do arco de alianças governista, que reúne desde siglas de centro-direita, como PP e Republicanos, até partidos de esquerda, como PT e PCdoB.
Para o Senado, a chapa formada por Renan Calheiros e Davi Davino representa uma tentativa de unificar o campo governista e evitar uma dispersão de votos. Renan Calheiros, que já exerceu o cargo por quatro mandatos, busca a reeleição em meio a um cenário de alta rejeição, mas com forte capilaridade no interior do estado. Davi Davino, empresário do setor de comunicação e ex-secretário de Estado, entra como um nome de renovação, com potencial para atrair o eleitorado urbano e jovem.
A aliança também tem impacto direto na composição da chapa proporcional. Com o Republicanos na base, a coligação governista deve lançar candidatos a deputado federal e estadual em praticamente todas as regiões do estado, aumentando as chances de eleger uma bancada expressiva. A expectativa é que o acordo seja formalizado em convenção partidária nos próximos dias, com a presença de lideranças nacionais, como o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP).
Em meio às articulações, a oposição tenta reagir. O PSDB e o Podemos buscam atrair partidos insatisfeitos com a hegemonia do MDB, como o União Brasil e o PSB, que ainda não definiram posição. A definição das candidaturas deve ocorrer até o dia 5 de agosto, prazo final para o registro das chapas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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