Em um movimento diplomático coordenado de grande impacto regional e internacional, os governos do **Brasil**, **México** e **Espanha** divulgaram neste sábado, 18 de abril de 2026, um comunicado conjunto exigindo respeito irrestrito à soberania de **Cuba** e anunciando a intensificação do envio de ajuda humanitária à ilha caribenha. A iniciativa, embora não cite diretamente o presidente dos **Estados Unidos**, **Donald Trump**, surge em um momento de escalada de tensões geopolíticas, marcado por declarações recentes do líder norte-americano que sugerem uma possível intervenção em Cuba, após ações militares na **Venezuela** e no **Irã** que resultaram na prisão de **Nicolás Maduro** e na morte do aiatolá **Ali Khamenei**, com **Trump** afirmando que “Cuba é a próxima”.
A nota conjunta, que reflete uma preocupação crescente com a estabilidade regional, sublinha a necessidade de aderir aos princípios do direito internacional. “À luz da evolução da situação em **Cuba** e das circunstâncias dramáticas enfrentadas pelo povo cubano, os Governos de **Brasil**, **Espanha** e **México** […] Reiteram a necessidade de respeitar, em todos os momentos, o direito internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, consagrados na **Carta das Nações Unidas**”, afirma o documento, conforme divulgado pelo **Itamaraty**.
A situação humanitária em **Cuba** tem se deteriorado drasticamente nas últimas semanas. A ilha enfrenta uma crise energética severa, caracterizada por apagões recorrentes e uma aguda escassez de combustível, que impacta diretamente a vida cotidiana da população. Além disso, a falta de alimentos tem gerado crescentes reclamações entre os moradores, agravando um cenário já complexo.
Diante deste quadro, os três países expressaram “profunda preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e prevenir ações que agravem as condições de vida da população ou contrárias ao direito internacional”. O compromisso de “intensificar a resposta humanitária coordenada, visando a aliviar o sofrimento do povo cubano” foi reiterado pelo **Itamaraty**, sinalizando um esforço conjunto para mitigar os efeitos da crise.
Apelo ao Diálogo e o Panorama Geopolítico
O comunicado conjunto também enfatiza a importância de um diálogo construtivo para a superação da crise cubana. Segundo o texto, **Brasil**, **México** e **Espanha** consideram essencial um “sincero, respeitoso e em conformidade com o direito internacional e com os princípios da **Carta das Nações Unidas**” para que **Cuba** possa encontrar uma saída duradoura para a situação atual. “Seu objetivo deve ser encontrar uma solução duradoura para a situação atual, a fim de criar as condições para que o próprio povo cubano decida seu futuro em total liberdade”, conclui a nota, promovendo a autodeterminação do povo cubano.
Recentemente, o líder cubano, **Miguel Díaz-Canel**, confirmou que as autoridades cubanas iniciaram negociações com o governo dos **Estados Unidos**, um sinal de que canais diplomáticos estão sendo explorados, apesar da retórica beligerante. Este incidente ocorre em meio a uma tensão prolongada entre **EUA** e **Cuba**, especialmente após a imposição de um embargo petrolífero à ilha por **Washington**, conforme reportado pela **CTK Photo/IMAGO via DW**.
O presidente brasileiro, **Luiz Inácio Lula da Silva (PT)**, tem sido uma voz crítica em relação a líderes que buscam a guerra e ameaçam outros países. Aliado histórico do ex-presidente cubano **Fidel Castro**, falecido em 2016, e um forte opositor do embargo imposto pelos **EUA** a **Cuba**, **Lula** reiterou sua posição durante um evento em **Barcelona**, **Espanha**, neste sábado. “Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra”, declarou o presidente, em uma clara alusão à postura de **Donald Trump**, sem mencioná-lo diretamente, mas criticando a diplomacia por meio de redes sociais e a ameaça de conflitos. Essa postura se alinha com discussões globais sobre os custos humanos e econômicos de conflitos, tema abordado em Crise Global: Líderes Mundiais Debatem o Custo Humano e Econômico das Guerras.
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