O clima no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ esquentou de vez. Dois alunos protagonizam um embate com versões completamente opostas: um estudante de Direito afirma ter sido vítima de injúria racial ao dar voz de prisão a um colega, enquanto o outro, graduando em História, nega qualquer ofensa, se declara ‘antinazista’ e alega ter sofrido uma tentativa de homicídio dentro da faculdade.
Segundo o portal Tribuna do Sertão, o caso ganhou contornos de novela: cada lado apresenta uma narrativa que coloca o outro como agressor. O aluno de Direito diz que agiu no cumprimento do dever ao tentar prender o colega, mas acabou alvo de xingamentos de cunho racial. Já o estudante de História rebate, afirmando que nunca proferiu insultos e que a acusação seria uma cortina de fumaça para encobrir uma agressão sofrida por ele.
A situação expõe a polarização que tomou conta do ambiente acadêmico, onde debates sobre nazismo e racismo viraram campo de batalha. Enquanto a UFRJ não se manifesta oficialmente, as redes sociais já fervem com apoiadores de cada lado, cada um defendendo sua versão dos fatos com unhas e dentes.
O próximo passo esperado é a abertura de procedimentos internos na universidade para apurar as denúncias. Resta saber se a comissão conseguirá separar o joio do trigo em meio a um caso que, até agora, só tem duas verdades — e nenhuma prova conclusiva.
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