Anvisa proíbe seis tipos de sal vendidos como suplemento esportivo; entenda o risco

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição de seis tipos de sal comercializados como suplemento esportivo, após constatar que os produtos não possuíam regularização sanitária e apresentavam alegações consideradas proibidas pela legislação vigente. A medida, publicada no Diário Oficial da União, tem impacto direto para consumidores que utilizam esses itens para potencializar o desempenho físico, mas que agora ficam expostos a riscos à saúde.

Os produtos, que eram vendidos como suplementos para atletas, não atendiam aos requisitos de segurança e eficácia exigidos pela agência reguladora. Entre as irregularidades, a Anvisa identificou a presença de alegações de propriedades funcionais ou terapêuticas sem comprovação científica, o que é vedado pela legislação brasileira. A proibição abrange todas as unidades dos itens já distribuídas no mercado, e a agência orienta que os consumidores interrompam o uso imediatamente.

Quais são os produtos proibidos?

Os seis tipos de sal proibidos são: Sal Rosa do Himalaia, Sal Marinho, Sal Light, Sal de Cozinha, Sal Grosso e Sal Temperado. A lista foi divulgada no site oficial da Anvisa, com a recomendação de que os estabelecimentos comerciais retirem os itens das prateleiras e suspendam a venda. A agência também informou que os fabricantes terão um prazo para apresentar defesa e regularizar a situação, sob pena de multa e outras sanções.

Especialistas em nutrição esportiva alertam que a ingestão de suplementos sem registro pode causar desde reações alérgicas até problemas renais e cardiovasculares, especialmente quando consumidos em altas doses. O uso de sais como suplemento é comum entre atletas para reposição de eletrólitos, mas a falta de controle de qualidade e de dosagem segura torna o produto perigoso.

Panorama regulatório e impacto para o consumidor

A ação da Anvisa faz parte de um esforço mais amplo de fiscalização do mercado de suplementos alimentares, que cresceu significativamente nos últimos anos. A agência tem intensificado a vigilância sobre produtos que prometem benefícios milagrosos ou que não possuem registro, com o objetivo de proteger a saúde pública e coibir práticas enganosas. A proibição também serve de alerta para a importância de verificar a regularidade de qualquer produto antes do consumo, consultando o site da Anvisa ou os canais oficiais.

Para os consumidores, a recomendação é buscar orientação de profissionais de saúde qualificados antes de iniciar qualquer suplementação, além de verificar se o produto possui registro na agência. A Anvisa disponibiliza um canal de denúncias para que a população possa reportar irregularidades, contribuindo para a fiscalização e a prevenção de danos.

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