Apagão no HGE expõe crise na saúde pública de Alagoas e gera cobranças de pré-candidato

Um apagão no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, na última quinta-feira (26), deixou pacientes e profissionais de saúde em situação crítica e gerou forte reação do pré-candidato ao governo de Alagoas, JHC. Em declaração pública, ele classificou o episódio como ‘irresponsabilidade’ e cobrou uma resposta imediata do governo estadual, comandado por Paulo Dantas. A falta de energia elétrica, que durou horas, comprometeu atendimentos de urgência, cirurgias e o funcionamento de equipamentos vitais, expondo mais uma vez as fragilidades do sistema público de saúde alagoano.

O apagão no HGE, maior unidade hospitalar do estado, ocorre em meio a um cenário de tensão política e eleitoral. JHC, que também é prefeito de Maceió, usou o incidente para comparar a estrutura do hospital estadual com a do Hospital da Cidade, unidade municipal construída durante sua gestão na capital. ‘Enquanto o governo do estado deixa o HGE sucateado, nós entregamos um hospital moderno e funcional em Maceió. Isso é descaso com a vida das pessoas’, afirmou o pré-candidato, que busca o Palácio dos Palmares nas eleições de 2026.

Impacto imediato e reações

A falta de energia no HGE afetou diretamente dezenas de pacientes internados, que dependiam de respiradores, monitores cardíacos e outros aparelhos. Equipes médicas relataram momentos de pânico e improviso para manter os atendimentos básicos. A direção do hospital informou que geradores de emergência foram acionados, mas não suportaram toda a demanda, o que agravou a situação. O governo estadual, por meio da Secretaria de Saúde, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as causas do apagão nem apresentou um plano para evitar novos episódios.

O episódio reacende o debate sobre a gestão da saúde pública em Alagoas, estado que enfrenta indicadores críticos de infraestrutura hospitalar. Enquanto o governo estadual investe em programas como o Saúde em Ação, a oposição aponta falhas recorrentes no HGE, como superlotação, falta de medicamentos e problemas elétricos. JHC, que lidera pesquisas de intenção de voto para o governo, capitaliza o incidente para reforçar sua plataforma de ‘gestão eficiente’, baseada na experiência municipal.

O apagão no HGE também mobilizou entidades de classe, como o Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sindmed-AL), que cobrou providências urgentes. ‘Não é a primeira vez que isso acontece. O governo precisa assumir a responsabilidade e garantir condições mínimas de trabalho e atendimento’, disse o presidente do sindicato, Dr. Fernando Lima. A população de Maceió e do interior, que depende do HGE para tratamentos de alta complexidade, vive sob o temor de novos colapsos.

Com a aproximação das eleições de 2026, a saúde pública promete ser um dos temas centrais do debate político em Alagoas. O apagão no HGE, agora, serve como um termômetro da insatisfação popular e da disputa entre os projetos do governo estadual e da oposição, liderada por JHC. A cobrança por respostas concretas, no entanto, não se limita ao pré-candidato: pacientes, familiares e profissionais de saúde esperam ações efetivas para evitar que a ‘irresponsabilidade’ denunciada se repita.

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