A divulgação de áudios sobre uma degustação de uísque em Nova York, para a qual o banqueiro Daniel Vorcaro convidou o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e custou US$ 1 milhão, levou aliados do próprio partido a declarar que ele ‘está morto politicamente’ e ‘precisa entender isso’. A avaliação, feita por lideranças do PL, indica que a decisão de desistir da candidatura ao Senado deve partir do próprio ex-governador, antes que o partido rejeite seu nome na eleição deste ano. A situação se agravou após a GloboNews divulgar a informação, que se soma a duas operações da Polícia Federal nas últimas duas semanas contra Castro.
Antes da revelação dos áudios, Cláudio Castro já solicitava uma reunião com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para discutir sua situação na eleição do Rio de Janeiro. Agora, com o novo episódio, a cúpula do partido considera a situação irreversível. Um líder do PL classificou a proximidade com o banqueiro como ‘perigosa’, especialmente porque, depois do encontro regado a uísque, o RioPrevidência fez aportes no Banco Master. As informações são das investigações da Polícia Federal, que apontam que, além de Castro e Vorcaro, outros oito homens estiveram presentes no evento em Nova York.
Panorama político e impacto eleitoral
A cúpula do PL quer uma definição rápida no caso Cláudio Castro para que o ex-presidente Jair Bolsonaro defina o nome que vai substituí-lo na disputa pelas duas vagas no Senado pelo Rio de Janeiro. A meta do PL é ganhar as duas vagas no estado, dentro da estratégia de formar a maior bancada de senadores visando o próximo governo. Bolsonaro quer formar essa maioria para aprovar impeachment de ministros do STF, como o de Alexandre de Moraes.
A situação de Cláudio Castro já era considerada irreversível depois de ele ter sido alvo de duas operações da Polícia Federal nas duas últimas semanas. A primeira por indícios de envolvimento com esquemas irregulares da Refit. A última sobre os aportes do RioPrevidência no Banco Master. Agora, com as novas revelações de seus contatos e proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, a avaliação da cúpula do PL é que ele ‘está morto politicamente’.
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