A senadora Dra. Eudócia exigiu, nesta segunda-feira (26), a renúncia do presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), Gustavo Pontes, após a imprensa revelar que a suposta amante do parlamentar continua na folha de pagamento da Casa. Em declaração contundente, a senadora afirmou que Pontes deveria “ter a dignidade de pedir para sair”, por considerar que o governador Paulo Dantas “não tem moral para demiti-lo”. A cobrança ocorre em meio a um escândalo que expõe fragilidades na gestão de pessoal do Legislativo estadual e reacende o debate sobre nepotismo e desvio de recursos públicos.
A revelação, feita pelo portal Frances News, aponta que a funcionária, identificada como suposta amante de Gustavo Pontes, permanece lotada na ALE mesmo após o caso vir a público. A situação gerou indignação entre parlamentares e setores da sociedade civil, que veem na manutenção do vínculo uma afronta à ética e à transparência. Dra. Eudócia, em tom de crítica, destacou que a permanência da servidora na folha de pagamento evidencia a falta de controle interno e a conivência de autoridades que deveriam zelar pela legalidade.
Panorama político e desdobramentos
O caso ganha contornos de crise política em Alagoas, envolvendo diretamente o presidente da ALE e, indiretamente, o governador Paulo Dantas. A senadora, ao apontar a suposta incapacidade do governador de demitir Pontes, sugere uma relação de dependência ou aliança política que impede ações mais enérgicas. A situação coloca em xeque a governabilidade e a capacidade de reação do Executivo diante de denúncias que afetam a imagem do Legislativo. Enquanto isso, a oposição já articula pedidos de investigação formal, e entidades de controle, como o Ministério Público Estadual, podem ser acionadas para apurar possíveis irregularidades na nomeação e manutenção da servidora.
O episódio também reacende o debate sobre a transparência na gestão de pessoal em órgãos públicos, especialmente em casas legislativas, onde a contratação de parentes e afins é recorrente. A permanência da suposta amante na folha, mesmo após a exposição do caso, sugere que as regras de conduta e os mecanismos de fiscalização são insuficientes. Para especialistas, a situação demonstra a necessidade de reformas que garantam maior controle social e punições efetivas para casos de desvio de finalidade.
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