Assembleia de Alagoas gasta R$ 76 milhões em auxílio-alimentação e transporte em 2026, pressionando orçamento estadual

A Assembleia de Alagoas já desembolsou R$ 76 milhões com auxílio-alimentação e transporte apenas nos primeiros meses de 2026, conforme levantamento divulgado pelo portal Francês News. O montante, que representa um ritmo acelerado de consumo dos recursos públicos, reforça a preocupação com a sustentabilidade fiscal do estado, especialmente após a divulgação de que a Casa Legislativa consumiu 80% do orçamento anual em apenas seis meses.

Os dados, obtidos por meio de fontes oficiais, mostram que os gastos com os benefícios dos servidores da Assembleia somam R$ 76 milhões, um valor que já supera a previsão orçamentária para o período e que tende a crescer até o fim do ano. A informação foi publicada pelo Francês News, que destacou a magnitude do dispêndio em um cenário de restrições fiscais e de necessidade de priorização de políticas públicas essenciais.

Impacto no orçamento estadual

O valor gasto com auxílio-alimentação e transporte na Assembleia de Alagoas representa uma parcela significativa do orçamento do Legislativo estadual, que já enfrenta críticas pela alta proporção de recursos comprometidos com despesas de pessoal e benefícios. Em 2026, a Assembleia também registrou gastos expressivos com gratificações de cargos comissionados, que alcançaram R$ 142 milhões, superando a previsão orçamentária. Esses números, somados aos R$ 76 milhões em benefícios, evidenciam um padrão de gestão que prioriza a folha de pagamento em detrimento de investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

O cenário se agrava quando se observa que o governo estadual já enfrenta dificuldades para manter serviços essenciais, como o Hospital Geral do Estado (HGE), que sofreu um apagão em 2025, apesar de ter recebido R$ 9,2 milhões em geradores desde 2022. A situação levanta questionamentos sobre a eficiência na alocação de recursos públicos e a necessidade de um controle mais rígido sobre os gastos do Legislativo.

Panorama político e fiscal

O levantamento chega em um momento de intenso debate sobre a responsabilidade fiscal no estado, com a Assembleia de Alagoas consumindo 80% do orçamento anual em apenas seis meses, o que obriga o Poder Executivo a contingenciar despesas e a buscar alternativas para equilibrar as contas. A situação é agravada pela falta de transparência em algumas rubricas e pela dificuldade de se obter dados detalhados sobre a execução orçamentária.

Especialistas apontam que a concentração de gastos com benefícios e gratificações no Legislativo pode comprometer a capacidade do estado de investir em políticas públicas de longo prazo, além de gerar pressão sobre o Tesouro estadual. A população, por sua vez, acompanha com atenção os desdobramentos, cobrando maior eficiência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

Enquanto isso, o governo estadual tenta equilibrar as contas, mas enfrenta desafios como a queda na arrecadação e o aumento das despesas obrigatórias. A Assembleia de Alagoas, por sua vez, defende a legalidade dos gastos, mas a sociedade civil e os órgãos de controle prometem fiscalizar de perto a execução orçamentária, especialmente em um ano eleitoral, quando as atenções se voltam para a aplicação dos recursos públicos.

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