Um ataque a tiros na cidade de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, resultou na morte de um homem e deixou outro ferido na noite deste sábado (26). A vítima fatal, conhecida como ‘Mago’, morreu no local. O segundo homem, de 31 anos, foi socorrido e será transferido para o Hospital Regional do Agreste (HRA). A Polícia Civil investiga o caso.
De acordo com informações preliminares, o crime ocorreu em via pública, na região central da cidade. Testemunhas relataram que os disparos foram efetuados por ao menos dois suspeitos que fugiram em seguida. A motivação ainda é desconhecida, mas a polícia trabalha com hipóteses como acerto de contas ou disputa territorial entre grupos criminosos.
Panorama da violência no Agreste
O ataque em Caruaru se soma a uma série de ocorrências violentas registradas no Agreste pernambucano nos últimos meses. Dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) apontam aumento de homicídios na região, com destaque para crimes com características de execução. Em Arapiraca, por exemplo, um foragido da Justiça foi capturado após tentar se esconder em casa no bairro Canafístula, conforme noticiado pelo portal República do Povo.
Outros casos recentes incluem uma tentativa de apaziguar briga em festa junina que terminou em execução a tiros na Serra, e um ataque a tiros no Tabuleiro dos Martins, em Maceió, que deixou um morto e um ferido. Em Guaraí, câmeras flagraram uma execução a tiros, com dupla em moto sendo procurada. Já em Votorantim, dupla confessou homicídio e alegou vingança por envenenamento de cães.
Investigação em andamento
A Polícia Civil de Pernambuco instaurou inquérito para apurar o ataque em Caruaru. Peritos realizaram levantamento no local e agentes buscam imagens de câmeras de segurança que possam identificar os suspeitos. A vítima ferida, de 31 anos, permanece sob custódia hospitalar e, após alta, deverá prestar depoimento. O corpo de ‘Mago’ foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru.
A população da região acompanha com apreensão a escalada de violência. Lideranças comunitárias cobram ações mais efetivas de segurança pública, enquanto a polícia reforça o patrulhamento em áreas consideradas críticas. Qualquer informação sobre o crime pode ser repassada anonimamente pelo Disque-Denúncia (181).
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