A AtlasIntel informou que respeitará a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, que suspendeu a divulgação da pesquisa registrada sob o nº BR-06939/2026, publicada em 19 de maio. Em comunicado oficial, a empresa afirmou que está colaborando com a Justiça Eleitoral e que fornecerá os esclarecimentos metodológicos solicitados sobre o levantamento. A suspensão ocorre em meio a questionamentos sobre a formulação de perguntas que poderiam induzir os entrevistados a respeito do senador Flávio Bolsonaro.
A controvérsia teve início quando a pesquisa, encomendada por veículo de imprensa, foi alvo de representação na Justiça Eleitoral sob a alegação de que uma das perguntas direcionava o entrevistado a associar o nome de Flávio Bolsonaro a temas negativos, como corrupção e improbidade administrativa. A AtlasIntel, no entanto, nega categoricamente qualquer prática de indução e sustenta que a metodologia empregada segue os padrões técnicos e éticos exigidos pela legislação eleitoral.
A decisão do ministro Nunes Marques, que atendeu a pedido de partidos políticos, gerou reações divergentes no cenário político. Enquanto aliados do senador comemoraram a suspensão como uma vitória contra o que consideram “manipulação midiática”, críticos apontam que a medida pode representar um precedente para o controle de pesquisas de opinião. O caso reacende o debate sobre os limites da liberdade de imprensa e o papel do Judiciário na regulação de levantamentos eleitorais.
O Plenário do TSE ainda deve se pronunciar sobre o mérito da questão, mas a AtlasIntel já adiantou que apresentará todos os dados solicitados, incluindo o questionário completo, a margem de erro e o nível de confiança da pesquisa. A empresa também destacou que a pesquisa em questão não foi encomendada por nenhum partido ou candidato, mas sim por um portal de notícias, o que, segundo ela, reforça sua independência.
O episódio ocorre em um momento de acirramento da disputa política, com as eleições de 2026 se aproximando e o nome de Flávio Bolsonaro sendo cotado para cargos majoritários. A suspensão da pesquisa pela Justiça Eleitoral, embora temporária, já impacta o debate público, levantando questões sobre a confiabilidade dos institutos de pesquisa e a necessidade de maior transparência nos métodos empregados.
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