Avaliação do Governo Lula Oscila em Meio a Cenário Político Turbulento, Aponta Datafolha

Pesquisa Datafolha de maio de 2026 indica que 39% avaliam governo Lula como ruim/péssimo e 30% como ótimo/bom. Desaprovação do trabalho de Lula atinge 51%. Estabilidade dos índices ocorre em meio à repercussão do áudio de Flávio Bolsonaro sobre financiamento de filme.

Uma nova pesquisa divulgada pelo Datafolha neste sábado, 16 de maio, e publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo“, revela um cenário de estabilidade na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39% dos entrevistados classificando sua gestão como ruim ou péssima. Em contraste, 30% consideram o governo ótimo ou bom, enquanto 29% o avaliam como regular. Os índices, coletados entre os dias 12 e 13 de maio, permanecem praticamente inalterados em relação aos levantamentos anteriores, indicando uma consolidação da percepção pública em um período marcado por intensas movimentações políticas e econômicas no país.

Detalhadamente, a avaliação do governo Lula mostra que a parcela de eleitores que o considera ruim ou péssimo se manteve em 39%, uma leve variação em relação aos 40% registrados em abril e março. A aprovação, classificada como ótima ou boa, oscilou de 29% em abril para os atuais 30%, e de 32% em março. Já a avaliação regular permaneceu em 29%, estável em comparação com abril, mas acima dos 26% de março. Apenas 1% dos entrevistados não soube avaliar a gestão, um dado que também se mostra consistente com as pesquisas anteriores.

Além da avaliação geral do governo, o Datafolha também questionou os eleitores sobre o desempenho de Lula como presidente. Neste quesito, 51% desaprovam o trabalho do petista, enquanto 45% o aprovam. Outros 4% não souberam responder. Esses números espelham exatamente os registrados em abril, e mostram uma leve piora em relação a março, quando 49% desaprovavam e 47% aprovavam. A persistência desses índices sugere uma polarização consolidada na percepção sobre a liderança presidencial.

A pesquisa aprofundou-se nas expectativas dos eleitores em relação ao governo Lula após três anos e quatro meses de mandato. Uma maioria significativa, 59%, expressou que o presidente fez menos do que esperavam. Por outro lado, 23% afirmaram que ele fez o que esperavam, e 13% surpreendentemente consideraram que Lula fez mais do que o esperado. Esses dados revelam um desafio para a comunicação governamental, que precisa alinhar as expectativas da população com as entregas da administração.

O levantamento do Datafolha ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, em diversas regiões do país, entre os dias 12 e 13 de maio de 2026. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, conferindo um alto grau de confiabilidade aos resultados apresentados.

Cenário Político e Repercussões Recentes

A divulgação desta pesquisa ocorre em um momento de efervescência política, sendo a primeira a ser publicada após a repercussão de um áudio comprometedor envolvendo o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. No diálogo, Flávio Bolsonaro é flagrado cobrando repasses de verba para o financiamento do filme “Dark Horse“, uma produção que narra a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Este episódio adiciona uma camada de complexidade ao já tenso panorama político, levantando questionamentos sobre a ética no financiamento de projetos políticos e a influência do poder econômico.

Embora os índices de avaliação do governo Lula e de seu trabalho como presidente tenham se mantido estáveis, a estabilidade em um patamar de desaprovação majoritária (51%) e uma avaliação ruim/péssima de 39% pode ser interpretada como um sinal de alerta para a administração. O cenário político atual é caracterizado por uma intensa disputa narrativa e pela constante exposição de figuras públicas a escrutínios, como o caso envolvendo Flávio Bolsonaro. A capacidade do governo de reverter a percepção negativa e capitalizar sobre os 13% que consideram que Lula fez mais do que o esperado será crucial para os próximos anos, especialmente com a proximidade de ciclos eleitorais e a necessidade de aprovar reformas e políticas públicas em um Congresso fragmentado.

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