O barbeador Philips i9000 Prestige Ultra utiliza inteligência artificial (IA) para oferecer uma experiência de barbear que lembra o uso de uma escova de dentes elétrica: sensores e luzes indicam se a técnica está correta, com tempo ideal de dois minutos para evitar irritações. O produto, um dos mais caros da categoria, custava entre R$ 1.800 e R$ 2.500 em julho, valor que equivale a cerca de 25 idas a uma barbearia de bairro em São Paulo. O Guia de Compras do G1 testou o modelo e o comparou com o Philips série 5000, versão básica da mesma fabricante, revelando diferenças significativas na tecnologia embarcada, mas também limitações no resultado final.
A principal diferença entre os dois modelos está na tecnologia embarcada. Enquanto a versão básica possui lâminas convencionais, sem ajuste de velocidade ou pressão, o i9000 utiliza sensores que leem a densidade da barba centenas de vezes por segundo e ajustam a potência de forma automática. O aparelho também conta com sensores de pressão e movimento, que indicam com luzes se a técnica está correta. O sensor de pressão vem ativado por padrão, enquanto o de velocidade exige o aplicativo para celular. Se a luz ficar verde ou amarela, o movimento está correto; a cor roxa indica força excessiva e risco de lesão.
O equipamento possui uma pequena tela que exibe o tempo ideal de barbear de dois minutos, além da porcentagem da bateria e quatro programas de uso: regular, sensível, espuma e intenso. O modelo com IA usa uma lâmina especial que levanta os pelos antes do corte, atingindo 0,08 mm abaixo do nível da pele, o que garante um resultado mais rente e mantém o rosto liso ao longo do dia. A sensação áspera só retorna à noite. No entanto, o resultado varia conforme o volume da barba. Em rostos com muitos pelos, como o do repórter, áreas como o pescoço e o queixo ainda apresentam pequenos resíduos, embora em quantidade menor do que com barbeadores tradicionais. A fabricante afirma que o i9000 funciona em barbas de um, três e até sete dias.
No uso cotidiano, com intervalos de até três dias, o desempenho foi positivo, com redução de irritação no pescoço. O aparelho cumpre a função, mas deixa a sensação de que restaram resíduos, mesmo que imperceptíveis ao olhar. O preço elevado, que chega a R$ 2.500, levanta a questão sobre o custo-benefício para o consumidor médio, especialmente em um mercado onde a tecnologia de IA ainda é novidade. A comparação com o modelo básico da mesma marca mostra que, para quem busca economia, a versão simples pode atender às necessidades básicas, enquanto o i9000 se destina a quem valoriza inovação e precisão.
Fonte: ver noticia original
