Bombardeio russo a Kiev com mais de 140 mísseis e drones deixa 17 mortos e dezenas de feridos

Um bombardeio russo em Kiev, capital da Ucrânia, na madrugada desta quarta-feira (5) deixou 17 mortos e dezenas de feridos, segundo autoridades ucranianas. A Rússia utilizou mais de 140 mísseis e drones no ataque, sendo 28 mísseis balísticos e hipersônicos, conforme o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que classificou a ação como “pesada”.

O ataque, que ocorreu por volta das 3h (horário local), atingiu diretamente áreas residenciais e comerciais, provocando incêndios e pânico entre a população. Equipes de resgate trabalharam durante horas para localizar vítimas sob os escombros, enquanto hospitais locais receberam dezenas de feridos, muitos em estado grave. A defesa aérea ucraniana conseguiu interceptar parte dos projéteis, mas o volume do ataque sobrecarregou os sistemas de proteção.

Ataque a infraestrutura civil

Zelensky acusou a Rússia de ter bombardeado deliberadamente infraestrutura civil, em uma escalada que viola o direito internacional humanitário. “Os principais alvos da ofensiva foram instalações de armazenamento pertencentes a empresas civis. Também houve ataques contra infraestrutura e uma estação ferroviária. Essas instalações não tinham relação com a guerra — uma cervejaria, armazéns de materiais de construção e centros logísticos civis”, declarou o presidente em pronunciamento oficial.

Imagens de satélite e vídeos amadores divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça sobre a capital, com destroços espalhados em bairros periféricos. A estação ferroviária de Darnytsia, um dos principais hubs logísticos da região, foi parcialmente destruída, interrompendo o transporte de suprimentos essenciais para a população e para as forças militares no leste do país.

Panorama regional e reações internacionais

O bombardeio a Kiev ocorre em um momento de intensificação dos ataques russos em várias frentes, incluindo o leste ucraniano, onde forças de Moscou avançam gradualmente. Especialistas apontam que a estratégia russa busca desgastar a resistência ucraniana e forçar negociações em termos favoráveis ao Kremlin. A ofensiva também coincide com a chegada de novos sistemas de defesa aérea prometidos pela Otan, que aprovou recentemente um pacote bilionário de ajuda à Ucrânia.

A comunidade internacional reagiu com veemência. A União Europeia condenou o ataque em nota oficial, classificando-o como “crime de guerra”. Os Estados Unidos, por sua vez, reforçaram o apoio militar a Kiev, enquanto a Otan sinalizou a produção local de mísseis Patriot para aumentar a capacidade de defesa ucraniana. Em contrapartida, a Rússia justificou a ação como resposta a supostos ataques ucranianos contra infraestrutura russa, incluindo uma ofensiva recorde de 400 drones que atingiu Moscou nas últimas semanas.

Analistas internacionais alertam que o conflito pode se arrastar por anos, com impactos humanitários devastadores. A ONU estima que mais de 10 milhões de ucranianos foram deslocados internamente desde o início da guerra, e a destruição de infraestrutura civil agrava a crise humanitária. Enquanto isso, a Rússia intensifica ataques não apenas na Ucrânia, mas também em outras regiões, como o Golfo, onde o Irã promete novas retaliações contra bases americanas, ampliando o cenário de instabilidade global.

Esta reportagem está em atualização.

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