O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (15), a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, citando práticas como o PIX, o etanol e a regulação de redes como “irrazoáveis”. A decisão pegou o Palácio do Planalto em prontidão, que já anunciou uma resposta à altura: a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada “imediatamente”.
Sancionada em 11 de abril de 2025, a lei foi desenhada justamente para cenários como este — quando um parceiro comercial adota medidas unilaterais consideradas desleais. O governo brasileiro argumenta que a retaliação é proporcional e baseada em dispositivos legais já previstos, evitando o improviso diplomático.
Enquanto os EUA miram setores estratégicos do Brasil, a expectativa é que a reciprocidade atinja produtos norte-americanos de peso, como tecnologia e agrícolas. A medida promete esquentar a relação entre os dois países, que já vinha em clima de tensão comercial desde o início do ano.
Nos bastidores, analistas políticos avaliam que a jogada do Planalto busca mostrar força interna e externa, mas o próximo passo dependerá da reação de Washington. Se os EUA recuarem, o Brasil ganha fôlego; se insistirem, a guerra comercial pode escalar para um patamar inédito.
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