Brasil aciona OMC contra tarifas de Trump e entra em rota de colisão com EUA

O governo Lula acionou, nesta segunda-feira (27), o sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra duas medidas tarifárias dos Estados Unidos. O pedido de consultas, apresentado pelo Itamaraty, questiona sobretaxas impostas pelo governo de Donald Trump com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, as tarifas violam regras multilaterais e prejudicam exportações brasileiras. A medida ocorre em meio a uma escalada retórica: Lula já havia criticado as tarifas em artigo no The Washington Post, afirmando que “ninguém nos derrotará com mentiras”.

A ação na OMC é o primeiro passo formal de uma disputa que pode se arrastar por anos. O Brasil busca demonstrar que não aceitará passivamente o protecionismo americano, mas o timing é delicado — especialmente após a crise diplomática com a Argentina, que também envolveu ofensas a Lula.

Enquanto isso, pré-candidatos à Presidência já criticam a postura do governo. Um deles acusou Lula de passividade diante do tarifaço e defendeu renegociação de dívidas como contrapartida. O próximo passo será aguardar a resposta dos EUA às consultas — ou preparar o terreno para um painel na OMC.

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