O Brasil realizou neste sábado (4) o último treino antes do confronto decisivo contra a Noruega, marcado para este domingo (5), no estádio de Nova York, em Nova Jersey, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O técnico Carlo Ancelotti deu uma pista importante ao escalar Gabriel Martinelli entre os titulares no lugar do suspenso Lucas Paquetá, mas manteve o mistério sobre a formação final. A partida coloca em jogo uma tradição de 36 anos: o Brasil não fica de fora do grupo das oito melhores seleções desde 1990, acumulando oito edições consecutivas entre os primeiros colocados. A expectativa é enorme, e o mistério também, mas o treinador italiano deixou claro que o escolhido estará adaptado à estratégia para enfrentar a Noruega.
Em entrevista coletiva, Carlo Ancelotti afirmou que não dispõe de um jogador com as mesmas características de Lucas Paquetá, mas garantiu que o substituto estará integrado ao plano de jogo. “Não temos um jogador como o Paquetá. O Danilo é diferente, o Martinelli é um extremo. Tenho tempo para pensar”, declarou o técnico. A ausência de Paquetá, peça-chave no meio-campo, abre espaço para Gabriel Martinelli, autor do gol da vitória sobre o Japão na fase anterior e favorito para assumir a vaga. A provável escalação do Brasil para o duelo conta com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães, Rayan, Martinelli, Matheus Cunha e Vini Junior. No banco, opções como Danilo Santos, Igor Thiago, Endrick ou Neymar — que não entrou em campo contra os japoneses — podem ser utilizadas no segundo tempo ou em eventual prorrogação.
Raphinha recuperado e defesa pronta para Haaland
Uma boa notícia veio do departamento médico: Raphinha está de volta. O atacante, que estava fora desde a segunda rodada, quando sentiu uma lesão na coxa direita durante o jogo contra o Haiti, avançou na recuperação e vai começar a partida no banco de reservas, com possibilidade de entrar em campo por alguns minutos. “Raphinha está de volta, ele vai começar no banco”, confirmou Carlo Ancelotti. A presença do jogador amplia as opções ofensivas para o segundo tempo, especialmente em um jogo que pode exigir paciência e variação tática.
O técnico também garantiu que a defesa está preparada para enfrentar o goleador norueguês Erling Haaland, principal referência ofensiva do adversário. “Às vezes, a equipe de bom nível não está acostumada a gerir os últimos minutos, a pressão dos últimos minutos e o resultado. Então, ter uma equipe experiente, com jogadores acostumados a esse tipo de nível é importante”, declarou Ancelotti. A experiência de Marquinhos e Gabriel Magalhães na zaga, combinada com a solidez de Casemiro no meio, será crucial para conter o ataque norueguês.
Panorama político e esportivo: tradição de 36 anos em jogo
O confronto contra a Noruega vai além de uma simples partida de oitavas de final. O Brasil busca manter uma hegemonia que dura 36 anos — oito edições consecutivas — sem ficar de fora do grupo das oito melhores seleções do mundo. Das possíveis oito partidas até o título, já se passaram quatro, e o time de Carlo Ancelotti tenta evitar mais uma frustração precoce. O estádio de Nova York, que marcou o início da campanha com a estreia contra o Marrocos, volta a ser o palco de um momento decisivo, onde se espera que tudo termine com a classificação. A pressão é imensa, mas a tradição pesa a favor da seleção canarinho, que nunca falhou em alcançar as quartas de final desde 1990.
O cenário político e esportivo brasileiro acompanha com atenção o desempenho da equipe, especialmente após as recentes lesões de jogadores como Wesley, que foi cortado da Copa do Mundo devido a uma lesão no adutor da coxa, e a recuperação de Neymar, que voltou a treinar com a seleção e animou a comissão técnica. A preparação física tem sido um tema recorrente, com debates sobre a intensidade dos treinos e a gestão de minutos em campo. O amistoso contra o Egito, realizado em Cleveland antes do torneio, serviu como último teste, mas agora o foco está totalmente no duelo contra a Noruega, que pode definir o futuro do Brasil na competição.
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