O Brasil criou 58,5 mil postos de trabalho com carteira assinada em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho. O número, ainda que positivo, vem após um junho fraco, quando o país registrou 73 mil vagas — o pior resultado para o mês em seis anos, como apontou levantamento da República do Povo.

No acumulado de 2025, até julho, o saldo é de 972,2 mil novos empregos formais. O desempenho, porém, esbarra em um dado que chama atenção: segundo o MTE, beneficiários do Bolsa Família ocupam 91% das vagas formais criadas no ano — um sinal de que o mercado de trabalho segue puxado por quem mais depende do programa social.

Os números são nacionais e não detalham recortes estaduais, mas o cenário alagoano acompanha a tendência de recuperação gradual. Enquanto isso, o Norte de Alagoas desponta como polo de crescimento econômico, com investimentos que podem ampliar a oferta de postos formais na região.

Para os próximos meses, a expectativa é de que o ritmo de contratações se mantenha, mas analistas alertam para a necessidade de políticas que ampliem a qualidade dos vínculos — e não apenas o volume. A agenda política, em ano pré-eleitoral, deve usar os números do Caged como termômetro para cobranças e promessas.

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