O Brasil registrou em julho o maior volume de importações de urânio da Rússia desde 1997, segundo dados oficiais. O valor recorde, que supera todas as compras dos últimos 26 anos, levanta questionamentos sobre a dependência nacional do insumo em meio ao cenário geopolítico global.
Especialistas apontam que o aumento das compras ocorre em um momento de tensões internacionais e sanções econômicas, o que torna a negociação estratégica para o setor energético brasileiro. A estatal responsável pela importação não comentou oficialmente, mas a movimentação já repercute nos bastidores do governo.
O recorde histórico acende um alerta para a necessidade de diversificação de fornecedores e investimentos em fontes alternativas de energia nuclear. Enquanto isso, o país segue ampliando sua dependência do mercado russo, o que pode gerar debates no Congresso e no Executivo.
Nos próximos meses, a expectativa é que o tema ganhe destaque nas comissões de energia e relações exteriores, com cobranças por transparência sobre os contratos e por uma política de segurança energética de longo prazo.
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