O governo brasileiro intensifica a assistência à Venezuela, devastada por uma série de terremotos na última semana, com o envio do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a Caracas nesta terça-feira (30) e o quinto voo humanitário, que levará equipamentos médicos e insumos para ampliar o Hospital de Campanha em La Guaira. A missão, coordenada pelo Ministério da Defesa, visa reforçar o apoio aos desabrigados e à reconstrução das áreas afetadas, em meio a uma crise humanitária que já deixou quase 1.500 mortos e afetou 680 mil crianças, segundo o Unicef.
José Múcio Monteiro se reunirá com autoridades do governo venezuelano, incluindo o chefe da pasta da Defesa do país, Gustavo González López, para alinhar os esforços de cooperação. “O Brasil deverá apoiar a Venezuela em seus esforços para cuidar dos desabrigados no país e para reconstruir as áreas afetadas pelo terremoto”, informou o Ministério da Defesa, em nota. A visita ocorre em um contexto de destruição extensa, com 774 edifícios colapsados em todo o país, conforme dados oficiais.
Quinto voo humanitário e expansão do hospital de campanha
Também nesta terça-feira, o Brasil enviará um quinto voo humanitário à Venezuela, que decolará da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ). A aeronave transportará equipamentos para expandir o Hospital de Campanha já em operação em La Guaira, além de cerca de 5,5 toneladas de insumos doados pelo Ministério da Saúde, como medicamentos e testes rápidos, solicitados pelo governo venezuelano. Segundo a pasta, as doações não comprometem o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS).
O envio de ajuda humanitária brasileira ocorre em meio a uma crise diplomática regional, com a Venezuela enfrentando sanções internacionais e dificuldades logísticas para lidar com a catástrofe. O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem priorizado a cooperação humanitária, independentemente das tensões políticas. A tragédia, que já mobilizou a comunidade internacional, expõe a fragilidade da infraestrutura venezuelana e a necessidade de apoio coordenado para evitar um agravamento da crise sanitária e social.
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