O governo brasileiro repudiou nesta terça-feira a revogação do visto da embaixadora do país em Washington e classificou a medida como uma interferência eleitoral dos Estados Unidos. A decisão americana, anunciada sem explicações detalhadas, foi recebida com duras críticas no Palácio do Planalto, que promete resposta à altura.
Em nota oficial, o Itamaraty afirmou que a ação “viola o princípio da reciprocidade” e “atenta contra a soberania nacional”. A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que a revogação não é um ato isolado, mas parte de uma estratégia para desestabilizar o processo eleitoral brasileiro, que já tem cenário definido para 2026.
Nos bastidores, a avaliação é de que a medida americana mira diretamente o fortalecimento de setores da oposição, em um movimento visto como tentativa de influenciar o resultado das urnas. O governo estuda levar o caso a organismos internacionais e convocar o embaixador americano em Brasília para explicações.
Enquanto isso, o clima entre os dois países, que já vinha morno, esfria de vez. A expectativa é de que o Brasil adote contramedidas nas próximas semanas, incluindo revisão de acordos bilaterais. A oposição, por outro lado, tenta minimizar o episódio e acusa o governo de “vitimismo” para desviar o foco de problemas internos.
O próximo passo deve ser uma reunião do Conselho de Defesa Nacional para avaliar os impactos da crise. No cenário eleitoral, o caso tende a reforçar o discurso de soberania entre os pré-candidatos, incluindo João Henrique Caldas (JHC), que já se posicionou contra qualquer ingerência externa no país.
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