O Brasil vive um paradoxo na área da adoção: há quase seis vezes mais pretendentes habilitados do que crianças e adolescentes aptos a serem adotados. A informação foi divulgada em uma ação publicitária que convida o público a conhecer o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA).

Enquanto milhares de famílias aguardam na fila por um perfil específico — muitas vezes bebês ou crianças pequenas —, a realidade do sistema aponta para um grupo majoritário de adolescentes, grupos de irmãos e crianças com deficiência ou doenças tratáveis, que seguem à espera de um lar.

A campanha busca desmistificar o processo e ampliar o debate sobre a adoção tardia, que ainda enfrenta resistência social. Especialistas reforçam que a fila de espera poderia ser reduzida se houvesse maior flexibilização dos perfis desejados pelos pretendentes.

O próximo passo esperado é a ampliação de políticas públicas e iniciativas de conscientização para aproximar famílias e crianças que aguardam uma nova chance de convivência familiar.

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