Briga entre parceiras termina em agressões e cunhado esfaqueado no Alto Sertão de Alagoas

Uma briga entre parceiras terminou em agressões físicas e um esfaqueamento na noite deste sábado (11), no município de Pariconha, no Alto Sertão de Alagoas. A vítima, uma mulher que não teve o nome divulgado, denunciou ter sido agredida pela própria companheira. Durante a ocorrência, o irmão da vítima também foi ferido com um golpe de faca ao tentar intervir na situação. O caso foi registrado pela Polícia Militar de Alagoas, que atendeu a ocorrência por meio do Grupamento de Polícia Militar (GPM) local.

De acordo com informações da Polícia Militar, a guarnição foi acionada após denúncia de violência doméstica. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a mulher com lesões corporais e o irmão dela com um ferimento provocado por arma branca. A companheira da vítima, suspeita das agressões, foi detida em flagrante e encaminhada à delegacia regional de Delmiro Gouveia, onde o caso foi registrado como lesão corporal e tentativa de homicídio. O homem ferido foi socorrido e levado a uma unidade de saúde, mas seu estado de saúde não foi detalhado pela corporação.

O episódio ocorre em um contexto de aumento da violência doméstica no interior de Alagoas, especialmente em cidades pequenas como Pariconha, onde a falta de estrutura de segurança pública e de redes de apoio a vítimas agrava a situação. Dados da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas indicam que, em 2024, o estado registrou mais de 3 mil casos de violência doméstica, com alta concentração no Sertão. A região do Alto Sertão, que inclui municípios como Água Branca, Inhapi e Pariconha, enfrenta desafios como a baixa densidade de policiamento e a distância de centros urbanos, o que dificulta a resposta rápida a ocorrências.

O caso também levanta questões sobre a violência em relações homoafetivas, que muitas vezes é invisibilizada nos registros oficiais. A Polícia Civil de Alagoas informou que a suspeita será investigada e que a vítima receberá acompanhamento psicológico e jurídico, conforme previsto na Lei Maria da Penha, que protege todas as mulheres em situação de violência doméstica, independentemente da orientação sexual. A delegada responsável pelo caso, Dra. Ana Paula Silva, destacou que a unidade de Delmiro Gouveia está preparada para atender denúncias de violência doméstica e que a população pode acionar o Disque 180 para orientação.

O prefeito de Pariconha, José Carlos dos Santos, lamentou o ocorrido e afirmou que a prefeitura está reforçando as campanhas de conscientização contra a violência doméstica, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social. No entanto, moradores da região relatam que a falta de uma delegacia especializada no município e a escassez de abrigos para vítimas são obstáculos para a prevenção. O caso segue sob investigação, e a Polícia Militar intensificou o patrulhamento na área para evitar novos episódios.

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