O deputado estadual Cabo Bebeto acusou o senador Renan Filho de ter convocado policiais e bombeiros militares para participarem de um ato político realizado no último fim de semana. A denúncia, feita nesta segunda-feira (26), aponta que servidores da Segurança Pública de Alagoas teriam sido mobilizados para o evento, o que, segundo o parlamentar, configura uso indevido da máquina pública e desvio de finalidade. Cabo Bebeto anunciou que levará o caso ao Ministério Público Estadual, ao Tribunal de Contas do Estado e à Corregedoria da Polícia Militar, solicitando investigação e punição dos responsáveis.
De acordo com o deputado, a convocação teria ocorrido de forma irregular, com agentes sendo retirados de suas funções operacionais para prestigiar o ato político de Renan Filho. “Não é aceitável que homens e mulheres que juram proteger a sociedade sejam usados como massa de manobra em eventos partidários. Isso fere o princípio da impessoalidade e compromete a segurança pública”, afirmou Cabo Bebeto, que prometeu apresentar provas, incluindo registros de áudio e imagens, para embasar a denúncia.
Panorama político e implicações
A acusação ocorre em meio a um cenário de tensão política em Alagoas, onde as disputas eleitorais para 2026 já mobilizam diferentes grupos. Renan Filho, que atualmente exerce mandato no Senado, é figura central no cenário político estadual e nacional, enquanto Cabo Bebeto se consolida como uma voz crítica da oposição. O episódio reacende o debate sobre o uso de recursos públicos e servidores em campanhas, tema recorrente em processos na Justiça Eleitoral. Em paralelo, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) já determinou a remoção de postagens com inteligência artificial e fake news contra o pré-candidato João Henrique Caldas (JHC), alvo de ataques digitais, em decisão que também envolveu Cabo Bebeto e Renan Calheiros, pai do senador. A denúncia de Cabo Bebeto contra Renan Filho adiciona mais um capítulo à polarização local, com possíveis desdobramentos jurídicos e eleitorais.
O deputado estadual afirmou que a denúncia será protocolada ainda nesta semana e que espera uma apuração célere por parte dos órgãos de controle. “Não podemos naturalizar esse tipo de prática. A população alagoana merece transparência e respeito com o dinheiro público”, concluiu. Até o momento, a assessoria de Renan Filho não se manifestou sobre o caso.
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