O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou nesta terça-feira (14) a disputa entre o governo Lula e o grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ambos afastam o debate dos principais problemas do país. Em entrevista ao Jornal Novabrasil, Caiado, ao comentar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu Flávio Bolsonaro de visitar o pai por 90 dias, disse que os dois campos políticos ‘jogam o mesmo jogo’ e transformam episódios políticos e judiciais em pautas centrais da corrida presidencial.
Segundo o pré-candidato, a eleição de 2026 corre o risco de ser marcada por discussões que pouco impactam a vida dos brasileiros, enquanto temas como juros elevados, endividamento das famílias, avanço das apostas online, segurança pública, Previdência e inovação tecnológica ficam em segundo plano. ‘Nós não damos conta de discutir a importância de uma eleição para a Presidência da República, porque ela se arrasta neste processo, que é algo assim que eu não sei onde eles querem levar essa eleição de 2026. Você assiste claramente que todos dois estão jogando o mesmo jogo. Onde um alimenta do outro’, afirmou Caiado.
Crise de foco na corrida presidencial
Durante a entrevista, Caiado também criticou a condução econômica do governo Lula, defendeu corte de gastos públicos, reforma administrativa e maior autonomia para estados e municípios. O pré-candidato afirmou que o país precisa discutir inteligência artificial, produtividade e crescimento econômico, em vez de permanecer preso à disputa entre lulismo e bolsonarismo. ‘O mundo está discutindo inteligência artificial, terras raras e tecnologia de ponta. Nós estamos discutindo quem pode falar com quem’, declarou.
A fala de Caiado ocorre em um momento de intensa polarização política no Brasil, com o governo Lula enfrentando desafios econômicos e o grupo de Bolsonaro mobilizado em torno de pautas judiciais. O pré-candidato do PSD busca se posicionar como uma alternativa ao duopólio, mas enfrenta o desafio de consolidar apoio em um eleitorado dividido. A crítica à falta de debate sobre temas estruturais, como juros elevados e segurança pública, ecoa preocupações de setores da sociedade que veem a política nacional travada por embates ideológicos.
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