Caiado elogia Renan Santos e sinaliza diálogo para composição de chapa presidencial

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, elogiou o político e também pré-candidato Renan Santos (Missão) durante evento do partido em Botucatu (SP) nesta sexta-feira (12) e afirmou que pretende “sentar e conversar” com ele, em meio a especulações sobre uma possível composição de chapa para a disputa presidencial.

Durante entrevista à imprensa, Caiado destacou a atuação política de Renan Santos e afirmou que pretende retomar o contato com o político. “O Renan eu conheço de longa data. É um jovem com quem estivemos juntos na mobilização à época do impeachment da Dilma. Ele teve uma capacidade ímpar de se articular e de montar um partido próprio”, afirmou.

“Faz até um certo tempo que nós não falamos, mas eu espero, no decorrer deste período, sentarmos e conversarmos bastante. Tem muita coisa para atualizar, porque eu dialogo sempre e defendo a tese do diálogo amplo. Eu converso sempre com o Zema, lá em Belo Horizonte, o Flávio [Bolsonaro]. A conversa agora com o Renan também é muito produtiva. Eu acho que este é o momento em que os partidos lançam seus candidatos e estarei aberto a esse diálogo tão logo a gente marque uma agenda, uma data propícia para poder bater um papo”, disse.

As declarações ocorrem dois dias após pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (10), mostrar empate técnico entre Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado na disputa presidencial, com 3%. O cenário reforça a necessidade de articulações entre candidatos com baixa capilaridade eleitoral, que buscam alianças para ampliar o alcance de suas candidaturas.

Além de Caiado, o encontro do PSD em Botucatu contou com a presença do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, além de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas. O evento reforça a estratégia do PSD de fortalecer a pré-candidatura de Caiado no interior paulista, região estratégica para o partido.

O movimento de aproximação entre Caiado e Renan Santos ocorre em um contexto de fragmentação do campo conservador e de centro-direita, onde nomes como Romeu Zema (Novo) e Flávio Bolsonaro (PL) também são cortejados para compor alianças. A fala de Caiado sinaliza que, mesmo com diferenças partidárias, o diálogo entre pré-candidatos é visto como essencial para construir uma candidatura competitiva.

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