O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, lançou oficialmente sua candidatura à Presidência da República pelo PSD durante convenção nacional do partido realizada neste sábado. A chapa tem como vice o presidente da legenda, Gilberto Kassab. Em discurso, Caiado reforçou o lema “Comigo, bandido não se cria” e fez duras críticas ao PT, sem poupar ataques à gestão federal.
A convenção, que reuniu lideranças partidárias e apoiadores, serviu para consolidar a aliança entre o ex-governador e o PSD, que busca ampliar sua influência no cenário nacional. Caiado destacou a segurança pública como pilar central de sua plataforma, prometendo endurecer o combate ao crime organizado e reduzir a impunidade. “Não vamos tolerar que bandidos ditem as regras neste país”, afirmou, em tom enfático.
O evento também foi marcado por críticas diretas ao governo do PT, que Caiado acusou de “incompetência” e “conivência com a criminalidade”. O ex-governador citou dados de violência em estados governados por aliados do partido, sem mencionar números específicos, e defendeu uma política de “tolerância zero” como modelo para o Brasil.
No plano político, a candidatura de Caiado representa uma tentativa do PSD de se firmar como alternativa de centro-direita, em um cenário eleitoral que já conta com nomes como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A chapa com Kassab busca equilibrar o perfil mais conservador de Caiado com a experiência política do vice, que já comandou o Ministério das Cidades e é conhecido por sua habilidade de articulação.
Analistas apontam que a candidatura de Caiado pode fragmentar o eleitorado de direita, especialmente em Goiás e no Centro-Oeste, onde o ex-governador tem forte apelo. No entanto, sua rejeição em outras regiões, especialmente no Nordeste, pode limitar seu crescimento. A aliança com o PSD também levanta dúvidas sobre a capacidade do partido de se desvencilhar de sua base de apoio ao governo federal, já que a legenda integra a base aliada de Lula no Congresso.
O lançamento oficial ocorre em meio a um cenário de polarização política e econômica, com a inflação e a segurança pública no topo das preocupações do eleitorado. Caiado prometeu apresentar um plano de governo detalhado nas próximas semanas, com ênfase em reformas administrativas e no fortalecimento das polícias estaduais. A convenção terminou com discursos de apoio de lideranças regionais, que destacaram a “coragem” do ex-governador em enfrentar o que chamaram de “sistema corrupto”.
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