O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, encerrou sua participação na série de entrevistas promovida pela Globo com um apelo direto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na noite desta terça-feira (25), ele pediu que a Corte autorize a abertura dos sigilos de investigações que envolvem o INSS, o caso Master e a Operação Carbono Oculto. Para o presidenciável, a medida é essencial para que o eleitorado tenha acesso a informações sobre eventuais crimes envolvendo candidatos antes do pleito.
“Eu pediria que eles refletissem bem e abrissem o sigilo do INSS, do caso Master, e juntassem a ele também toda essa parte do Carbono Oculto, para que nós não fôssemos amanhã enganados [por] pessoas envolvidas em graves crimes e que amanhã pudessem ser eleitas”, afirmou Caiado durante a entrevista, que foi ao ar na noite de terça-feira. As investigações citadas pelo candidato têm gerado desgaste político para os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), ambos citados nos processos em diferentes contextos.
Propostas de segurança e economia
Durante a sabatina, Ronaldo Caiado também apresentou um pacote de propostas para áreas sensíveis do país. Na segurança pública, ele defendeu a criação de uma polícia transnacional entre países da América Latina, com mecanismos de troca de informações de inteligência e a possibilidade de realizar prisões em território de nações participantes. Segundo o candidato, o avanço do narcotráfico transformou o Brasil no “maior hub” da atividade na região, o que representa uma ameaça direta não apenas à segurança, mas também às exportações brasileiras.
Na economia, o candidato do PSD prometeu apresentar um ajuste fiscal por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A ideia central é limitar o crescimento das despesas do governo federal à inflação somada a 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Questionado sobre os cálculos que embasam a proposta, Caiado pediu “calma” e comparou a situação das contas públicas à de um paciente atropelado que ainda precisa ser examinado, indicando que detalhamento virá em momento oportuno.
Anistia e comparações históricas
Em outro momento da entrevista, o presidenciável reafirmou sua intenção de, se eleito, conceder anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para justificar a posição, Caiado voltou a comparar a discussão à soltura do presidente Lula (PT) e à recuperação dos direitos políticos do petista, ocorrida em 2021, após as condenações na Lava Jato.
Contexto das entrevistas
A entrevista com Ronaldo Caiado foi a segunda da série realizada pela Globo com os candidatos à Presidência da República. A emissora convidou os seis postulantes mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das sabatinas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos. O calendário completo inclui: Romeu Zema (Novo) em 24 de agosto; Ronaldo Caiado (PSD) em 25 de agosto; Renan Santos (Missão) em 26 de agosto; Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 27 de agosto; e Flávio Bolsonaro (PL) em 28 de agosto.
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