O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou na noite desta quinta-feira (20) que pretende ampliar as ações sob responsabilidade dos estados na segurança pública caso eleito nas eleições de outubro. Em entrevista ao SBT News, o ex-governador de Goiás defendeu que as unidades da federação possam definir punições próprias para determinados crimes, diferentes das previstas na Constituição, e prometeu criar um Ministério da Segurança Pública para apoiar os governadores com inteligência e recursos.
“Ele [plano de governo] respeita a autonomia de todos os estados. Eu vou, como presidente, ampliar as prerrogativas para que os estados possam legislar sobre alguns crimes que são característicos dos seus estados”, declarou Caiado. A declaração ocorreu após ele criticar o presidente Lula (PT) por apresentar uma proposta de segurança pública que, na visão do candidato, interfere na autonomia dos estados. Caiado prometeu oferecer informações e recursos para que cada governador atue no combate ao crime organizado em seus territórios.
Panorama da segurança pública e autonomia estadual
A proposta de Caiado surge em um contexto de debate nacional sobre o papel da União e dos estados no enfrentamento à violência. Enquanto o governo federal defende uma política nacional integrada, o candidato do PSD argumenta que a centralização atual prejudica a eficiência das ações locais. “Eu vou ampliar as prerrogativas dos governadores, mas vou dar apoio aos governadores na área de inteligência, na área do Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], na área da Receita Federal… Para não fazer como acontece hoje no governo, que eles negam as informações e depois penalizam os governadores”, afirmou.
Economia, terras raras e inteligência artificial
Na mesma sabatina, o candidato prometeu reduzir a taxa de juros aplicada pelo Banco Central para 6% no final do primeiro ano de mandato, ou em até 18 meses, com a inflação entre 3% e 4%. A prerrogativa, no entanto, cabe à instituição financeira, que é independente do governo federal desde a sanção da sua autonomia operacional em 2021. “Eu vou implantar um regime fiscal, que já está no meu plano de governo, e eu garanto a vocês: no final do primeiro ano, no máximo em 18 meses, a taxa de juros no Brasil vai estar em 6% e a inflação vai estar em 3%, 4%”, disse, condicionando o resultado ao controle das despesas do governo.
O ex-governador também afirmou que pretende criar uma diretriz nacional para o uso e desenvolvimento da inteligência artificial, com o objetivo de diversificar as exportações brasileiras para além de commodities. “O Brasil não tem legislação sobre terras raras, não tem marco civil da inteligência artificial. O Brasil tem saído da condição de colônia. O Brasil continua vendendo produto bruto, matéria-prima”, declarou, sinalizando que levará projetos desenvolvidos em Goiás para o governo federal e que pretende negociar minerais de terras raras com todos os países interessados.
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