A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) rejeita a tese de que tenha apenas “empatado” o jogo com a de Lula em relação ao caso Master, após a operação que mirou o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A equipe do senador afirma que a ação contra o petista é mais grave que o áudio com Vorcaro, episódio que até então era considerado o principal trunfo da oposição contra o governo.
Para a campanha de Flávio, a operação contra Jaques Wagner expõe um padrão de conduta do PT que vai além de escândalos anteriores, envolvendo diretamente a cúpula do governo federal. A avaliação é que o caso tem potencial de desgaste maior, pois atinge um dos principais articuladores políticos do Palácio do Planalto no Congresso Nacional.
Panorama político e impacto
O episódio ocorre em um momento de acirramento da disputa eleitoral, com a pré-campanha de Flávio Bolsonaro tentando capitalizar sobre a operação para desgastar a imagem do governo Lula. A estratégia do PL é vincular Jaques Wagner a práticas que a oposição classifica como “corrupção sistêmica”, enquanto o PT busca minimizar o impacto e diferenciar o caso de denúncias anteriores contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fontes da pré-campanha de Flávio afirmam que a operação contra Wagner é “mais grave que o áudio com Vorcaro”, referindo-se ao grampo que envolveu o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, e que foi usado pela oposição para atacar o governo Bolsonaro. A declaração visa reposicionar o debate público, colocando o PT na defensiva e tentando reequilibrar a narrativa sobre corrupção.
O caso Master, que envolve supostas irregularidades em contratos de publicidade, segue como pano de fundo da disputa. Enquanto o PT insiste em usar o caso contra Flávio, a defesa do senador argumenta que a operação contra Wagner é uma prova de que o governo Lula não tem moral para criticar adversários. A troca de acusações promete esquentar o cenário político nas próximas semanas.
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