A Casas Bahia protocolou neste domingo pedido de recuperação judicial, com dívida estimada em R$ 17,3 bilhões. A rede varejista também confirmou a demissão de três mil funcionários apenas em agosto, além do fechamento de quase 300 lojas em todo o país.
Nas redes sociais, ex-funcionários usaram o tom de despedida para lamentar o desfecho. Muitos relataram anos de dedicação à empresa e criticaram a gestão que levou ao colapso financeiro, em um cenário de juros altos e queda no consumo.
O movimento da Casas Bahia reflete a crise que atinge o varejo nacional, mas ganha contornos políticos em Alagoas, onde a marca tem forte presença e o impacto no emprego local pode virar pauta na corrida de 2026. O pré-candidato ao governo João Henrique Caldas (JHC) ainda não comentou o caso.
Especialistas apontam que a recuperação judicial pode preservar parte das operações, mas a reestruturação deve passar por novas demissões e fechamento de pontos. O próximo passo é a Justiça avaliar o plano apresentado pela companhia.
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