O caso Dark Horse ganhou novos contornos no Supremo Tribunal Federal (STF), com os ministros André Mendonça e Flávio Dino conduzindo investigações que apuram suspeitas sobre os gastos do empresário Daniel Vorcaro e a destinação de emendas parlamentares. As apurações seguem trilhas distintas do dinheiro repassado à produtora do longa, que tem como pano de fundo a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De um lado, a Polícia Federal investiga possível evasão de divisas e lavagem de dinheiro nos repasses de Vorcaro para o filme. De outro, o STF analisa se houve irregularidades no uso de emendas que teriam financiado parte do projeto. A divisão de tarefas entre os dois ministros, segundo fontes próximas ao caso, busca dar celeridade às apurações sem sobreposição de esforços.
O caso também reacendeu o debate sobre o financiamento de produções audiovisuais com recursos públicos e privados. Enquanto o PT cobra transparência de Flávio Bolsonaro sobre os recursos do banqueiro, aliados do ex-presidente tentam minimizar o impacto político. A movimentação ocorre em meio a um cenário em que escândalos e investigações atravessam campanhas presidenciais e colocam PF e tribunais no centro do debate.
Nos bastidores, a expectativa é de que os próximos depoimentos e a quebra de sigilos avancem nas próximas semanas. O desfecho do caso, no entanto, promete render novos capítulos na disputa política nacional, especialmente com a aproximação do ciclo eleitoral de 2026.
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