A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) instaurou inquérito policial para investigar um caso de maus-tratos contra um cachorro na comunidade Muquém, em União dos Palmares, na Zona da Mata do estado. O animal foi ferido por um disparo de arma de pressão, e o suspeito já se apresentou às autoridades, que agora conduzem as investigações para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
O caso ganhou repercussão após a denúncia de moradores e protetores de animais, que encontraram o cão com ferimentos compatíveis com projéteis de arma de pressão. A PCAL abriu procedimento formal para apurar a conduta, que pode configurar crime ambiental e de maus-tratos, com penas previstas na legislação brasileira.
Investigação em andamento
Segundo a PCAL, o suspeito se apresentou espontaneamente para prestar depoimento, mas não foram divulgados detalhes sobre sua identidade ou versão dos fatos. A polícia agora analisa laudos periciais, ouve testemunhas e verifica a procedência da arma utilizada. A comunidade local acompanha o desenrolar do caso, que reacende o debate sobre a proteção animal na região.
O inquérito foi instaurado com base na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), que prevê detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem pratica ato de abuso ou maus-tratos contra animais. Em Alagoas, casos recentes têm levado a um endurecimento na fiscalização, com parcerias entre órgãos estaduais e municipais.
Panorama regional
União dos Palmares, cidade histórica e polo da Zona da Mata alagoana, tem registrado aumento de denúncias de violência contra animais nos últimos anos. Organizações não governamentais locais, como o Instituto Amigo Bicho, atuam no resgate e na conscientização, mas enfrentam desafios estruturais, como a falta de centros de acolhimento públicos. O caso atual reforça a necessidade de políticas públicas efetivas e de maior engajamento da sociedade civil.
As investigações seguem sob sigilo, e a PCAL não descarta novas diligências. O suspeito, que não teve o nome revelado, responderá ao processo em liberdade, mas poderá ser indiciado se as provas confirmarem a autoria do disparo. A população pode contribuir com informações pelo Disque Denúncia 181, que garante anonimato.
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