O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou, nesta quinta-feira (28), em suas redes sociais, que o ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC, PSDB), finge não ter relação com o escândalo do Banco Master. A declaração ocorre em meio à escalada de tensões políticas e financeiras que envolvem a instituição, alvo de operação da Polícia Federal e de debates acalorados no Senado Federal. Segundo Calheiros, durante a gestão de JHC, Maceió foi a capital brasileira que mais aplicou recursos junto ao banco, o que, para o senador, evidencia uma proximidade que o ex-prefeito tenta negar.
A acusação de Renan Calheiros insere-se em um contexto mais amplo de investigações e disputas políticas. O Banco Master está no centro de uma série de controvérsias que incluem desde a Ação da PF que acordou Castro no Rio e o Master em Maceió até pressões sobre o Banco Central, com o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, tendo que enfrentar o Senado em audiência crucial. O caso também gerou um conflito institucional que atingiu novo patamar, com graves acusações entre lideranças do Congresso Nacional.
Impacto político e econômico do Caso Master
O escândalo do Banco Master aqueceu o debate no Senado, especialmente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde um confronto revelou a tensão política e financeira que envolve o caso. A instituição é acusada de operações suspeitas e de ter relações privilegiadas com gestões municipais, como a de Maceió. A mobilização política em Coruripe, com caravana de lideranças alagoanas sinalizando fortes alianças para o pleito estadual, também reflete o impacto do caso na política local, onde o nome de JHC é frequentemente citado como possível candidato ao governo de Alagoas.
As declarações de Renan Calheiros ocorrem em um momento de acirramento da disputa política em Alagoas, com o senador do MDB buscando associar o ex-prefeito tucano a um escândalo que pode ter repercussões eleitorais. Enquanto isso, JHC mantém silêncio público sobre as acusações, limitando-se a negar qualquer envolvimento direto com as operações do banco. A Polícia Federal, por sua vez, continua as investigações, que já levaram à quebra de sigilos e à apreensão de documentos em Maceió e no Rio de Janeiro.
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