Internacional https://republicadopovo.com.br Thu, 18 Jun 2026 19:00:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://republicadopovo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/cropped-imagem-1774498345297-32x32.png Internacional https://republicadopovo.com.br 32 32 Peru à Beira de um Segundo Turno Polarizado em Meio a Crise Política e Acusações https://republicadopovo.com.br/peru-a-beira-de-um-segundo-turno-polarizado-em-meio-a-crise-politica-e-acusacoes-3/ https://republicadopovo.com.br/peru-a-beira-de-um-segundo-turno-polarizado-em-meio-a-crise-politica-e-acusacoes-3/#respond Thu, 18 Jun 2026 19:00:03 +0000 https://republicadopovo.com.br/peru-a-beira-de-um-segundo-turno-polarizado-em-meio-a-crise-politica-e-acusacoes-3/ A candidata de direita Keiko Fujimori estava, nesta quinta-feira (18), a caminho de conquistar a Presidência do Peru por uma margem estreita, mas crescente, com apenas 0,6% dos votos ainda a serem apurados, enquanto seu rival de esquerda, Roberto Sánchez, convocou protestos após alegar irregularidades por parte da autoridade eleitoral. A disputa acirrada, que mantém o país em suspense desde o segundo turno de 7 de junho, reflete a profunda polarização política peruana, marcada por crises institucionais recorrentes e desconfiança popular.

Fujimori, em sua quarta tentativa de chegar à Presidência, mantinha uma vantagem de 39.115 votos, com 50,11% dos votos válidos contra 49,89% de Sánchez, segundo a mais recente apuração da autoridade eleitoral, que já contabilizava 99,38% dos votos. A filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori pode se tornar a primeira mulher eleita diretamente para o cargo, após ter perdido três segundos turnos anteriores, incluindo a derrota para o candidato de esquerda Pedro Castillo por apenas 44.200 votos em 2021.

Os votos contestados ainda pendentes de apuração representavam cerca de 140 mil votos na manhã desta quinta-feira. Cerca de 60% desses votos vieram de Lima e de peruanos que vivem no exterior, onde Fujimori conquistou um apoio mais forte do que seu rival. “Essas são áreas em que Keiko Fujimori deve ter uma vantagem”, disse Gonzalo Márquez, diretor da consultoria de dados Caleidos. “Portanto, não há possibilidade, digamos, de que o resultado mude.”

Enquanto a lenta revisão e recontagem dos votos contestados continuavam, o partido de Sánchez entrou com recursos judiciais buscando anular votos a favor de Fujimori e convocou protestos em Lima na sexta-feira. Missões de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos e da União Europeia afirmaram separadamente que a votação transcorreu de forma geralmente pacífica, mas alertaram para a necessidade de transparência no processo de apuração.

O cenário eleitoral peruano insere-se em um contexto de crise política crônica, com seis presidentes diferentes desde 2016, todos envolvidos em escândalos de corrupção ou processos de impeachment. A polarização entre a direita autoritária representada por Fujimori e a esquerda progressista de Sánchez reflete a fragmentação do sistema partidário e a desconfiança nas instituições. A lentidão na apuração e as acusações de irregularidades alimentam tensões sociais, com risco de novos protestos e instabilidade, enquanto o país aguarda o resultado final que definirá seu futuro político.

Fonte: ver noticia original

]]>
https://republicadopovo.com.br/peru-a-beira-de-um-segundo-turno-polarizado-em-meio-a-crise-politica-e-acusacoes-3/feed/ 0
Reforma em Cuba não é capitalismo, mas tentativa de burlar bloqueio, aponta especialista https://republicadopovo.com.br/reforma-em-cuba-nao-e-capitalismo-mas-tentativa-de-burlar-bloqueio-aponta-especialista/ https://republicadopovo.com.br/reforma-em-cuba-nao-e-capitalismo-mas-tentativa-de-burlar-bloqueio-aponta-especialista/#respond Thu, 18 Jun 2026 16:00:05 +0000 https://republicadopovo.com.br/reforma-em-cuba-nao-e-capitalismo-mas-tentativa-de-burlar-bloqueio-aponta-especialista/ A reforma econômica e do Estado em Cuba, discutida nesta quinta-feira (18) na Assembleia Nacional do país, não é capaz de levar a ilha para uma economia capitalista, sendo mais uma tentativa “desesperada” de burlar o bloqueio imposto pelos Estados Unidos (EUA). A avaliação é do professor e especialista em economia latino-americana Maicon Cláudio da Silva, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

“São medidas, quase que desesperadas, para dar algum tipo de respiro à economia cubana, especialmente por meio da flexibilização tanto dos investimentos estrangeiros quanto das importações de mercadorias. Isso em um momento em que a economia do país tem suas duas principais fontes de recursos atacadas [turismo e exportação de serviços médicos]”, comentou Maicon Cláudio da Silva à Agência Brasil.

Para o especialista, que estuda a realidade cubana, as medidas anunciadas aprofundam e dão continuidade a outras já adotadas na ilha, como a permissão para pequenas propriedades produtivas e a reforma monetária de 2021. O professor de economia Maicon da Silva lembra que o bloqueio dos EUA não afeta apenas as relações comerciais entre Cuba e norte-americanos, mas entre Cuba e todos os países do mundo.

“Os EUA são uma potência imperial e econômica que, na verdade, controla o sistema financeiro e a economia mundiais. Navios que levam mercadorias para Cuba ficam proibidos de atracar nos EUA por um tempo. Empresas que comercializam com Cuba são punidas e ficam impedidas de comercializar com os EUA”, destacou o especialista.

Com o endurecimento do bloqueio no atual governo de Donald Trump, a economia cubana enfrenta desafios adicionais, incluindo a redução drástica do turismo e das exportações de serviços médicos, que historicamente sustentam as contas do país. As reformas em debate visam flexibilizar o ambiente de negócios, mas sem abrir mão do controle estatal sobre setores estratégicos, o que afasta qualquer interpretação de transição para o capitalismo.

O panorama político geral revela que Cuba busca alternativas para mitigar os efeitos do embargo, que já dura mais de seis décadas, enquanto a comunidade internacional observa com atenção as medidas adotadas pela ilha. A reforma monetária de 2021 e a permissão para pequenas propriedades produtivas são exemplos de ajustes anteriores que agora ganham novo impulso com as discussões na Assembleia Nacional.

Fonte: ver noticia original

]]>
https://republicadopovo.com.br/reforma-em-cuba-nao-e-capitalismo-mas-tentativa-de-burlar-bloqueio-aponta-especialista/feed/ 0
Guterres alerta: mundo não pode ignorar a pior crise humanitária do Hemisfério Ocidental no Haiti https://republicadopovo.com.br/guterres-alerta-mundo-nao-pode-ignorar-a-pior-crise-humanitaria-do-hemisferio-ocidental-no-haiti/ https://republicadopovo.com.br/guterres-alerta-mundo-nao-pode-ignorar-a-pior-crise-humanitaria-do-hemisferio-ocidental-no-haiti/#respond Wed, 17 Jun 2026 19:59:59 +0000 https://republicadopovo.com.br/guterres-alerta-mundo-nao-pode-ignorar-a-pior-crise-humanitaria-do-hemisferio-ocidental-no-haiti/ Em visita ao Haiti, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou na terça-feira (16) que o mundo não tem o direito de desviar o olhar da crise humanitária no país caribenho. Guterres classificou a situação como “a mais grave em curso no Hemisfério Ocidental e a que piora mais rapidamente”, durante passagem por um acampamento de deslocados internos e reuniões com a força internacional e o primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé.

A visita de Guterres ocorre em meio a um cenário de instabilidade política e violência armada que assola o Haiti desde 2016, quando o país deixou de realizar eleições. O governo de Fils-Aimé, apoiado pelos Estados Unidos, enfrenta o controle de áreas da capital, Porto Príncipe, por grupos armados. Segundo a ONU, Guterres solicitou celeridade na transição política e reafirmou a liderança dos haitianos para definir o destino do país, com o apoio da comunidade internacional.

Violência armada e impacto humanitário

O Haiti sofre com conflitos entre grupos armados que controlam partes da capital e outras regiões. Desde o início do ano, a violência já causou mais de 2,3 mil mortos e 1,1 mil feridos, de acordo com dados divulgados pela ONU. Guterres destacou que as maiores vítimas da falta de segurança são mulheres e crianças, com “infâncias roubadas” e o aumento do recrutamento de menores por gangues. A crise humanitária se agrava com a falta de acesso a serviços básicos e o deslocamento forçado de milhares de haitianos.

O secretário-geral também se reuniu com a força internacional presente no país para alinhar o apoio logístico no combate às gangues. A comunidade internacional, no entanto, enfrenta desafios para coordenar uma resposta eficaz, enquanto a transição política segue estagnada. O cenário no Haiti reflete uma crise mais ampla na região, com impactos na segurança e na estabilidade do Caribe.

Fonte: ver noticia original

]]>
https://republicadopovo.com.br/guterres-alerta-mundo-nao-pode-ignorar-a-pior-crise-humanitaria-do-hemisferio-ocidental-no-haiti/feed/ 0
Cuba debate reformas econômicas e sociais em meio ao endurecimento do bloqueio dos EUA https://republicadopovo.com.br/cuba-debate-reformas-economicas-e-sociais-em-meio-ao-endurecimento-do-bloqueio-dos-eua/ https://republicadopovo.com.br/cuba-debate-reformas-economicas-e-sociais-em-meio-ao-endurecimento-do-bloqueio-dos-eua/#respond Wed, 17 Jun 2026 11:00:01 +0000 https://republicadopovo.com.br/cuba-debate-reformas-economicas-e-sociais-em-meio-ao-endurecimento-do-bloqueio-dos-eua/ Diante do endurecimento do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos (EUA), o governo de Cuba debate um amplo pacote de reformas com objetivo de ativar a economia da ilha e transformar o atual modelo econômico e social. As mudanças em debate preveem alterações nas políticas fiscal, cambial, de comércio exterior, nos subsídios, além de uma “reestruturação” do Estado cubano, com descentralização política e liberalização econômica. Tudo isso com a promessa de manter o objetivo de promover justiça social e combater as desigualdades sociais.

O Birô Político do Partido Comunista de Cuba convocou, para esta quarta-feira (17), reunião extraordinária do Comitê Central do partido para avaliar as propostas de transformação econômicas e sociais anunciadas, na semana passada, pelo presidente Miguel Díaz-Canel. A proposta ainda precisa passar por aprovação da Assembleia Nacional de Cuba.

Reformas em debate: planificação central versus incentivos de mercado

Citando os exemplos da China e do Vietnã, países que sustentam desenvolver um “socialismo de mercado”, o presidente cubano Díaz-Canel afirmou que as reformas buscam resolver “velhas contradições” entre a planificação central da economia, característica do modelo cubano, e os incentivos que o mercado precisaria ter para estimular a produção. “O que tem que se dedicar à planificação central do país? O que, estrategicamente, tem que atender? E, com todo o resto, se destrava e se dão faculdades a outros níveis para que eles exerçam uma atividade própria”, comentou Díaz-Canel à imprensa, em Havana.

Ao mesmo tempo, o presidente cubano disse que a reforma prevista mantém o compromisso de distribuir riqueza com justiça social. “Mas, se não temos riqueza, é muito difícil poder avançar no programa social e atender as necessidades da população”, completou, destacando o impacto do bloqueio econômico dos EUA sobre a economia cubana.

Panorama político e impacto regional

O debate ocorre em um contexto de novas sanções dos EUA contra Cuba, que miram empresas de mineração e o próprio presidente Díaz-Canel. Em resposta, o governo cubano rebateu as medidas, afirmando que as empresas cubanas foram construídas contra o bloqueio. A reunião do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba é vista como um passo crucial para definir o futuro econômico da ilha, em meio a pressões externas e desafios internos. A proposta, se aprovada, pode representar a maior transformação econômica em Cuba desde o início do regime socialista, com potencial para influenciar outros países da região que enfrentam dilemas semelhantes entre planificação central e abertura de mercado.

Fonte: ver noticia original

]]>
https://republicadopovo.com.br/cuba-debate-reformas-economicas-e-sociais-em-meio-ao-endurecimento-do-bloqueio-dos-eua/feed/ 0
Peru em suspense: Fujimori lidera por apenas 561 votos, mas resultado final pode demorar semanas https://republicadopovo.com.br/peru-em-suspense-fujimori-lidera-por-apenas-561-votos-mas-resultado-final-pode-demorar-semanas/ https://republicadopovo.com.br/peru-em-suspense-fujimori-lidera-por-apenas-561-votos-mas-resultado-final-pode-demorar-semanas/#respond Thu, 11 Jun 2026 15:00:14 +0000 https://republicadopovo.com.br/peru-em-suspense-fujimori-lidera-por-apenas-561-votos-mas-resultado-final-pode-demorar-semanas/ O segundo turno das eleições presidenciais do Peru registrou mais uma reviravolta na apuração: a candidata de direita, Keiko Fujimori, ultrapassou o candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino por uma diferença de apenas 561 votos, em um universo de 27 milhões de eleitores aptos a votar. Com 98,2% das urnas apuradas, Fujimori soma 9.032.632 votos (50,002%), contra 9.032.092 votos (49,998%) de Sánchez, segundo dados divulgados na manhã desta quinta-feira (11). A contagem dos votos do exterior, que favoreceu Fujimori com 63,4% contra 36,5% do adversário, foi determinante para a virada.

Apesar da apuração avançada, o resultado definitivo pode demorar semanas. Isso porque 1,4 mil atas eleitorais estão em observação – urnas questionadas que precisarão passar por recontagem no Jurado Nacional Eleitoral (JNE) do Peru. Faltam apurar apenas 20 atas eleitorais em um universo de 92,7 mil. O professor de pós-graduação de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Menon, destacou à Agência Brasil que a maioria das atas em observação é da região de Lima, onde Fujimori tem mais votos, sugerindo que ela deve ganhar. “O fato de o resultado estar sendo decidido voto a voto, em um ambiente de profunda desconfiança em relação às instituições, reforça a percepção de um sistema político fragmentado, com baixa capacidade de produzir consensos estáveis e governos minimamente previsíveis”, comentou Menon.

O vencedor será o nono presidente do Peru em dez anos de crise política, marcada por duas renúncias e quatro presidentes destituídos pelo Parlamento, tido como o poder de fato no país. O cenário de polarização extrema e desconfiança institucional, como apontado por Menon, reflete a fragmentação do sistema político peruano, que enfrenta desafios para formar governos estáveis. A disputa acirrada entre Fujimori e Sánchez, com margens mínimas, evidencia a profunda divisão eleitoral e a incerteza sobre o futuro político do país.

Panorama político e crise institucional

O Peru vive uma das piores crises institucionais de sua história recente, com a eleição do nono presidente em uma década. A fragmentação partidária e a baixa confiança nas instituições são agravadas por denúncias de corrupção e instabilidade governamental. A disputa entre Fujimori, herdeira política do ex-presidente Alberto Fujimori, e Sánchez, representante da esquerda, reflete a polarização que domina o cenário político. A demora na apuração e a necessidade de recontagem judicial aumentam a tensão e a desconfiança entre os eleitores, que aguardam ansiosamente o resultado final.

Para mais informações sobre o processo eleitoral peruano, confira os links relacionados: Peru em suspense: Sánchez lidera por apenas 19 mil votos, mas resultado final pode demorar semanas, Peru à Beira de um Segundo Turno Polarizado em Meio a Crise Política e Acusações, Peru vai às urnas neste domingo para eleger 9º presidente em uma década de crise institucional e Peru à Beira de um Segundo Turno Polarizado em Meio a Crise Política e Acusações.

Fonte: ver noticia original

]]>
https://republicadopovo.com.br/peru-em-suspense-fujimori-lidera-por-apenas-561-votos-mas-resultado-final-pode-demorar-semanas/feed/ 0
Nova escalada militar: EUA atacam Irã e forças iranianas fecham Estreito de Ormuz https://republicadopovo.com.br/nova-escalada-militar-eua-atacam-ira-e-forcas-iranianas-fecham-estreito-de-ormuz/ https://republicadopovo.com.br/nova-escalada-militar-eua-atacam-ira-e-forcas-iranianas-fecham-estreito-de-ormuz/#respond Thu, 11 Jun 2026 01:30:10 +0000 https://republicadopovo.com.br/nova-escalada-militar-eua-atacam-ira-e-forcas-iranianas-fecham-estreito-de-ormuz/ Os Estados Unidos iniciaram uma nova rodada de ataques contra múltiplos alvos no Irã durante a noite, informou o Exército norte-americano nesta quarta-feira, horas depois de o presidente Donald Trump prometer novos ataques caso não houvesse um acordo de paz. O alto comando militar conjunto do Irã anunciou na quinta-feira (horário local) o fechamento do Estreito de Ormuz, impedindo o trânsito de navios incluindo petroleiros e navios comerciais, afirmando que qualquer embarcação que tentar passar será alvejada. A escalada militar representa o mais recente desdobramento de uma crise que ameaça reacender uma guerra em grande escala, interrompida no início de abril por um frágil cessar-fogo.

Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã, disse o Comando Central das Forças Armadas dos EUA em uma publicação na rede social X, acrescentando que os ataques começaram às 0h45 em Teerã. Uma explosão foi ouvida na cidade portuária de Sirik, e as defesas aéreas foram ativadas na zona oeste de Teerã, informou a agência de notícias iraniana Mehr. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse posteriormente durante uma visita ao Comando Central na Flórida que os ataques devem promover nossos interesses militares e também fortalecer nossa posição diplomática. Vamos atacá-los com força nesta noite, e esperamos que o Irã tome uma boa decisão, afirmou Hegseth. Se precisarmos negociar com bombas, negociaremos com bombas.

Panorama político e riscos globais

A crise atual insere-se em um contexto de tensões crescentes entre as duas potências, que trocaram tiros diversas vezes desde a vigência do cessar-fogo provisório, mesmo com as tentativas frustradas dos negociadores de pôr fim à guerra que já dura três meses. Trump afirmou repetidamente que um acordo está próximo, embora não haja sinais de avanços significativos, além de ameaçar retomar os bombardeios. Na terça-feira, as Forças Armadas dos EUA atacaram sistemas de defesa aérea e radares ao redor do Estreito de Ormuz, após um helicóptero norte-americano ter sido derrubado por forças iranianas na semana passada. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, pode provocar um choque nos preços globais de energia e afetar diretamente economias dependentes do petróleo do Oriente Médio, como Brasil, China e Índia. A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos, enquanto a ONU e outros mediadores tentam retomar as negociações de paz.

Fonte: ver noticia original

]]>
https://republicadopovo.com.br/nova-escalada-militar-eua-atacam-ira-e-forcas-iranianas-fecham-estreito-de-ormuz/feed/ 0
Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai firmam acordo para perseguição policial além das fronteiras https://republicadopovo.com.br/brasil-argentina-paraguai-e-uruguai-firmam-acordo-para-perseguicao-policial-alem-das-fronteiras/ https://republicadopovo.com.br/brasil-argentina-paraguai-e-uruguai-firmam-acordo-para-perseguicao-policial-alem-das-fronteiras/#respond Wed, 10 Jun 2026 22:30:05 +0000 https://republicadopovo.com.br/brasil-argentina-paraguai-e-uruguai-firmam-acordo-para-perseguicao-policial-alem-das-fronteiras/ O governo brasileiro assinou decreto, nesta quarta-feira (10), a fim de ampliar a cooperação policial para as áreas de fronteira e transfronteiriças com a Argentina, Paraguai e Uruguai, incluindo perseguições de fugitivos e investigações conjuntas. A medida, que entra em vigor imediatamente, representa um avanço significativo na integração regional contra o crime organizado, especialmente em regiões historicamente marcadas por tráfico de drogas, armas e contrabando.

O decreto é resultado de acordo firmado em Bento Gonçalves (RS), em dezembro de 2019. O documento estipula que os países podem atuar, em conjunto, para prevenir e investigar crimes de acordo com as respectivas legislações. A assinatura ocorre em um momento de crescente preocupação com a atuação de facções criminosas transnacionais, que exploram as fronteiras porosas para escapar da ação policial.

Cerco a fugitivos

No caso de perseguições, o decreto autoriza que policiais de um determinado país busquem fugitivos que ultrapassarem as fronteiras nesses países. A medida é vista como um reforço ao combate a crimes como homicídios, tráfico de pessoas e lavagem de dinheiro, que frequentemente envolvem deslocamentos entre os países do Mercosul.

“[Os policiais] poderão adentrar o território da outra Parte, em comunicação e coordenação com a autoridade policial da outra, para realizar a apreensão preventiva das pessoas perseguidas”, diz o documento. A redação busca evitar conflitos de jurisdição e garantir que as operações sejam realizadas com respeito à soberania nacional.

Ficou definido que essas perseguições devem ser combinadas bilateral ou trilateralmente. Estão previstos, para essa finalidade, intercâmbio de metodologias e tecnologias, capacitação com cursos e treinamentos e troca de informações para prevenir ilícitos. A cooperação técnica será coordenada pelas polícias federais dos quatro países, com apoio de órgãos de inteligência.

Quando houver prisões desses fugitivos, as autoridades policiais entregarão essas pessoas às autoridades do país onde os fugitivos foram encontrados. “Os agentes e veículos do Estado perseguidor deverão estar devidamente identificados.” A medida busca evitar abusos e garantir a transparência das operações, especialmente em áreas de fronteira onde a presença de forças estrangeiras pode gerar tensões.

Além disso, os países decidiram aperfeiçoar os sistemas de comunicações e trocar conhecimentos de interesse para a investigação de crimes com utilização de centros de operações. A iniciativa se alinha a outros esforços regionais, como o programa Amazônia Soberana, que visa combater crimes em áreas de fronteira na região amazônica, e reforça a tendência de integração das forças de segurança no Cone Sul.

Fonte: ver noticia original

]]>
https://republicadopovo.com.br/brasil-argentina-paraguai-e-uruguai-firmam-acordo-para-perseguicao-policial-alem-das-fronteiras/feed/ 0
Lula compara protestos no México às manifestações de 2013 no Brasil e alerta para influência externa https://republicadopovo.com.br/lula-compara-protestos-no-mexico-as-manifestacoes-de-2013-no-brasil-e-alerta-para-influencia-externa/ https://republicadopovo.com.br/lula-compara-protestos-no-mexico-as-manifestacoes-de-2013-no-brasil-e-alerta-para-influencia-externa/#respond Wed, 10 Jun 2026 21:30:28 +0000 https://republicadopovo.com.br/lula-compara-protestos-no-mexico-as-manifestacoes-de-2013-no-brasil-e-alerta-para-influencia-externa/ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou, nesta quarta-feira (10), os protestos que ocorrem no México às manifestações de 2013 no Brasil, durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Conselhão). Lula informou que tem uma teleconferência marcada com a presidente mexicana Claudia Sheinbaum ainda na tarde de hoje para discutir a crise que antecede a abertura da Copa do Mundo, da qual o México é um dos países-sede ao lado de Estados Unidos e Canadá.

Segundo o presidente, as manifestações de 2013 no Brasil, que começaram com reivindicações contra o aumento da passagem de ônibus, serviram como trampolim para a atuação da extrema-direita, que culminou no impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016. “A extrema-direita tirou proveito e fez o impeachment da Dilma. Vocês conhecem o resultado e elegeram até presidente da República”, afirmou Lula, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Protestos no México e suspeita de interferência externa

O México enfrenta uma série de protestos liderados por professores, que pressionam o governo por reajuste salarial. Nas últimas horas, vias foram bloqueadas e houve confronto com forças de segurança na capital mexicana, aumentando a tensão na véspera da abertura da Copa do Mundo. Lula sugeriu que a situação mexicana pode ter influências externas. “Eu acho que tem o dedo de alguém e que, talvez, nem seja mexicano”, declarou, ecoando acusações do governo mexicano de ingerência de setores dos Estados Unidos em assuntos internos.

O paralelo traçado por Lula entre os protestos no México e as manifestações de 2013 no Brasil insere-se em um contexto político mais amplo, no qual líderes progressistas da América Latina alertam para a atuação de forças conservadoras e externas na desestabilização de governos democráticos. A crise mexicana ocorre em meio à preparação para a Copa do Mundo, evento que também é visto como palco de disputas políticas e econômicas.

Críticas às fake news e ao debate público

Na reunião do Conselhão, o presidente Lula também criticou a velocidade de disseminação de notícias falsas, em detrimento do debate público. “Estamos vivendo um momento muito delicado na política e na humanidade. A narrativa e o argumento não valem mais nada. O que vale é a rapidez da mentira nas redes digitais, tanto para a direita quanto para a esquerda. É uma disputa do quanto mais curto, melhor. E quanto menos explicado, melhor”, afirmou.

Lula acrescentou que “o mundo só vai ser civilizado quando a gente voltar a ter em conta o que é o argumento, é a narrativa das coisas que podem convencer a seriedade de alguém que disputa um cargo em qualquer lugar. E não estamos vivendo este momento”. As declarações reforçam a preocupação do governo brasileiro com o impacto das fake news na estabilidade democrática, tema que também está na agenda de discussões com o México.

A reunião do Conselhão ocorre em um momento de tensão internacional, com protestos no México e críticas à ingerência externa, enquanto o Brasil se prepara para sediar eventos internacionais e enfrenta desafios internos relacionados à desinformação e à polarização política.

Fonte: ver noticia original

]]>
https://republicadopovo.com.br/lula-compara-protestos-no-mexico-as-manifestacoes-de-2013-no-brasil-e-alerta-para-influencia-externa/feed/ 0
Peru em suspense: Sánchez lidera por apenas 19 mil votos, mas resultado final pode demorar semanas https://republicadopovo.com.br/peru-em-suspense-sanchez-lidera-por-apenas-19-mil-votos-mas-resultado-final-pode-demorar-semanas/ https://republicadopovo.com.br/peru-em-suspense-sanchez-lidera-por-apenas-19-mil-votos-mas-resultado-final-pode-demorar-semanas/#respond Tue, 09 Jun 2026 16:16:27 +0000 https://republicadopovo.com.br/peru-em-suspense-sanchez-lidera-por-apenas-19-mil-votos-mas-resultado-final-pode-demorar-semanas/ A disputa pelo segundo turno da eleição presidencial do Peru segue acirrada, com o candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino mantendo uma pequena margem de 19,8 mil votos a frente da candidata de direita Keiko Fujimori, nesta terça-feira (9). Com 95,9% das urnas apuradas, o resultado segue imprevisível e expõe a profunda polarização que marca o país andino, que elegeu neste domingo seu nono presidente em dez anos de crise política.

Enquanto Sanchéz marca 50,056% dos votos, Keiko está com 49,944%. A diferença entre os dois reduziu nas últimas horas, com crescimento dos votos para Fujimori. No início da apuração, quando apenas 20% das urnas estavam apuradas, Keiko chegou a ter 200 mil votos à frente de Sanchéz, devido ao fato das urnas de Lima, a capital, terem sido apuradas primeiro.

O Jurado Nacional de Eleições (JNE), a autoridade máxima eleitoral do Peru, afirmou que os resultados definitivos devem ser divulgados apenas em “meados de julho”. Isso porque foi acrescentado ao processo de apuração um novo mecanismo obrigatório de recontagem de votos em mesas que apresentaram alguma inconsistência. O JNE informa que, até o momento, foram recebidas 1 mil atas “em observação”, que precisaram passar por nova contagem com a presença de observadores de partidos e fiscais.

Das mais de 92,7 mil atas da eleição peruana, cerca de 2,2 mil ainda precisam ser contabilizadas, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru. Dessas, 1,7 mil são de mesas do exterior, onde a candidata Keiko Fujimori vem apresentando vantagem. Até o meio-dia desta terça-feira, a apuração seguia em ritmo lento, alimentando a tensão em um país que já viveu episódios de contestação eleitoral e instabilidade institucional.

O cenário reflete a crise política peruana, que nos últimos dez anos viu a sucessão de nove presidentes, muitos deles envolvidos em escândalos de corrupção ou processos de impeachment. A polarização entre esquerda e direita, personificada por Sanchéz e Fujimori, aprofunda as divisões sociais e econômicas, enquanto o país enfrenta desafios como inflação, desemprego e uma crescente demanda por reformas. A demora na apuração, aliada à possibilidade de recontagens e recursos, mantém o país em suspense e testa a resiliência de suas instituições democráticas.

Fonte: ver noticia original

]]>
https://republicadopovo.com.br/peru-em-suspense-sanchez-lidera-por-apenas-19-mil-votos-mas-resultado-final-pode-demorar-semanas/feed/ 0
Peru à Beira de um Segundo Turno Polarizado em Meio a Crise Política e Acusações https://republicadopovo.com.br/peru-a-beira-de-um-segundo-turno-polarizado-em-meio-a-crise-politica-e-acusacoes-2/ https://republicadopovo.com.br/peru-a-beira-de-um-segundo-turno-polarizado-em-meio-a-crise-politica-e-acusacoes-2/#respond Mon, 08 Jun 2026 18:16:28 +0000 https://republicadopovo.com.br/peru-a-beira-de-um-segundo-turno-polarizado-em-meio-a-crise-politica-e-acusacoes-2/ Em uma apuração acirrada pela presidência do Peru, o esquerdista Roberto Sanchéz Palomino superou numericamente a direitista Keiko Fujimori com 93,9% das urnas apuradas, segundo dados da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE). O resultado parcial, divulgado pela Agência Brasil, aponta 50,008% para Sánchez, contra 49,992% para Fujimori, em um cenário que mantém o país andino em suspense. Sánchez contabiliza 8.790.560 votos, enquanto Fujimori soma 8.787.618, uma diferença de apenas 4,9 mil votos em um universo de 27 milhões de eleitores aptos a votar.

O resultado segue indefinido, uma vez que ainda faltam apurar cerca de 4,6 mil urnas, das 92 mil existentes. A ONPE informou que as atas restantes são majoritariamente de duas regiões estratégicas: o exterior, onde a tendência é de apoio a Fujimori, e a região serrana do país, especialmente a Serra Sul peruana, onde Sánchez é favorito. O professor de pós-graduação de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Menon, destacou à Agência Brasil que a incerteza persiste porque as atas que mais faltam apurar são do exterior, que tende a ser mais pró-Fujimori, e da região serrana, onde Sánchez tem larga vantagem. “Faltam-se processar as atas vinculadas mais à região serrana, na região dos Andes, onde Roberto Sanchéz tem uma larga vantagem em termos de votação, especialmente nessa região da Serra Sul peruana”, disse Menon.

Disputa geopolítica e panorama político

Para o especialista em política latino-americana, o resultado no Peru é fundamental na correlação de forças na América do Sul. A vitória de Keiko Fujimori representaria uma aproximação mais estreita do país com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, enquanto a de Roberto Sanchéz poderia fortalecer alianças com governos de esquerda na região, como os de Lula da Silva, no Brasil, e Luis Arce, na Bolívia. O pleito ocorre em um contexto de profunda crise política no Peru, que já elegeu nove presidentes em dez anos, marcado por instabilidade institucional, acusações de corrupção e fragmentação partidária. A polarização entre os dois candidatos reflete não apenas divisões ideológicas, mas também tensões sociais e regionais, com a serra andina apoiando majoritariamente Sánchez e a costa, especialmente Lima, tendendo a Fujimori.

A disputa acirrada também levanta questões sobre a confiabilidade do processo eleitoral, com acusações de fraudes por parte de ambos os lados, embora a ONPE tenha garantido a transparência da apuração. O resultado final, que pode levar dias para ser confirmado, definirá o rumo do Peru em áreas como política externa, economia e combate à corrupção, em um momento em que o país enfrenta desafios como inflação, desemprego e aumento da criminalidade. A comunidade internacional acompanha atentamente o desfecho, que pode influenciar o equilíbrio de poder na América Latina.

Fonte: ver noticia original

]]>
https://republicadopovo.com.br/peru-a-beira-de-um-segundo-turno-polarizado-em-meio-a-crise-politica-e-acusacoes-2/feed/ 0