A denúncia de censura judicial contra jornalistas em Alagoas ganhou repercussão nacional. O caso, que envolve o diretor de um jornal local e um ex-prefeito de Maceió, foi destaque no ICL Notícias, portal de grande audiência no país. A situação acendeu o alerta sobre os limites da liberdade de imprensa no estado.
O diretor do jornal denunciou publicamente que a Justiça teria se tornado um instrumento para calar profissionais da comunicação. Segundo ele, uma ação movida pelo ex-prefeito resultou em decisão que impede a publicação de reportagens críticas. A comissão de jornalistas alagoanos já havia classificado a prática como “arma para calar a imprensa”, conforme registrou o portal República do Povo.
A situação ganhou contornos políticos. O episódio ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026, quando o prefeito João Henrique Clem (JHC) foi oficializado como pré-candidato ao governo pelo PSDB. Para analistas, a judicialização de críticas pode ser vista como tentativa de blindar a imagem de gestores em ano pré-eleitoral.
O próximo passo esperado é a mobilização de entidades de classe, como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que já sinalizou acompanhamento do caso. A expectativa é que o episódio sirva de alerta para o Judiciário alagoano sobre os riscos de decisões que firam a liberdade de expressão.
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