A Controladoria Geral do Município (CGM) de Maceió ampliou a apuração sobre o Instituto Galba Novaes, responsável por serviços de saúde na capital alagoana, e cobra explicações detalhadas sobre gastos, atendimentos e fornecedores. Novo despacho do órgão acrescenta 12 pontos à investigação sobre o convênio firmado com a Secretaria Municipal de Saúde, dando prazo de 15 dias para a entidade apresentar documentos e justificativas.
A decisão, publicada no Diário Oficial do Município, representa um aprofundamento do controle sobre as atividades do instituto, que atua em unidades de saúde de Maceió. Entre os novos itens investigados estão a comprovação de despesas, a regularidade dos atendimentos prestados à população e a lisura na contratação de fornecedores. A medida visa garantir transparência e o correto uso dos recursos públicos destinados à saúde.
Panorama político e contexto
A ampliação da apuração ocorre em um momento de intensa movimentação no cenário político local, com eleições estaduais previstas para 2026. O caso ganha relevância por envolver a gestão municipal de Maceió, que tem sido alvo de outras investigações recentes, como a operação da Polícia Federal sobre investimentos do Instituto de Previdência (Iprev) e a apuração sobre a aplicação de recursos em instituições financeiras. Essas ações reforçam a necessidade de fiscalização rigorosa sobre órgãos e entidades ligadas ao poder público.
O Instituto Galba Novaes, que presta serviços de saúde em parceria com a prefeitura, agora terá que responder a questionamentos objetivos sobre a execução do convênio. A CGM, como órgão de controle interno, atua para prevenir irregularidades e assegurar que os serviços contratados cheguem efetivamente à população. A resposta da entidade será analisada pela equipe técnica, que poderá solicitar novas diligências ou encaminhar o caso para outras instâncias, caso sejam identificadas inconsistências.
Especialistas em administração pública destacam que a ampliação de escopo em auditorias é prática comum quando surgem indícios de problemas ou lacunas nas informações prestadas. A medida também sinaliza um endurecimento do controle sobre organizações sociais e institutos que gerenciam serviços públicos, um tema sensível em todo o país, diante de casos de desvio de verbas e má gestão.
A população de Maceió, que depende dos serviços de saúde do instituto, acompanha com expectativa o desenrolar das investigações. A transparência na aplicação dos recursos é fundamental para a confiança na gestão pública, e a ação da CGM é um passo importante nesse sentido. O prazo de 15 dias para a apresentação de documentos é considerado razoável, mas a complexidade dos dados pode exigir prorrogação, a critério do órgão.
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