A China está acelerando seu programa nuclear e pode ultrapassar a capacidade dos Estados Unidos em poucos anos, segundo reportagem divulgada nesta semana. O país asiático investe pesado na construção de novos reatores, enquanto o setor americano esbarra em burocracia e custos elevados.
Dados apontam que Pequim opera hoje cerca de 55 reatores, com mais de 20 em construção. Já os EUA, que lideram o ranking há décadas, têm 93 reatores ativos, mas nenhum projeto novo em andamento desde 2016. A diferença deve diminuir rapidamente, avaliam especialistas.
A expansão chinesa não é apenas numérica. O país aposta em tecnologias de quarta geração, como reatores de sal fundido e pequenos modulares, para reduzir custos e aumentar a segurança. Enquanto isso, projetos americanos como o de Vogtle, na Geórgia, estouraram o orçamento em mais de US$ 30 bilhões.
Para analistas, a corrida nuclear tem impacto geopolítico direto, já que a energia atômica é vista como peça-chave na transição energética e na disputa por influência global. A China também lidera na exportação de tecnologia nuclear para países emergentes, ampliando sua presença em mercados estratégicos.
O próximo passo esperado é a conclusão dos reatores em construção até 2030, o que pode consolidar a liderança chinesa. Nos EUA, a pressão por reformas regulatórias e incentivos federais deve crescer, mas o ritmo lento sugere que a virada é questão de tempo.
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