A Academia Brasileira de Letras (ABL) abre nesta terça-feira (1º) um ciclo que promete tirar do baú a correspondência de gigantes da literatura nacional. A palestra inaugural foca nas cartas de Machado de Assis, o Bruxo do Cosme Velho, mas o projeto se estende até Clarice Lispector, passando por outros nomes que marcaram as letras do país.
Segundo o portal Tribuna do Sertão, que repercutiu a iniciativa, o evento resgata um gênero que caiu em desuso na era digital: a troca de cartas. Nelas, os autores revelam bastidores de obras, confidências e o cotidiano de uma época em que a escrita era o único meio de aproximação.
A escolha de abrir com Machado não é casual. O autor de Dom Casmurro deixou um acervo epistolar vasto, que ajuda a entender não só sua obra, mas também o Rio de Janeiro do século XIX. O ciclo da ABL, portanto, funciona como uma aula de história e literatura ao mesmo tempo.
Para os leitores, a expectativa é que as cartas lancem nova luz sobre personalidades já canonizadas. A curadoria promete selecionar trechos que vão do erudito ao íntimo, mostrando que os imortais também tinham dúvidas, rancores e afetos bem humanos.
O próximo passo do ciclo deve ser anunciado pela ABL nas próximas semanas, com novas datas e autores a serem revelados. Até lá, fica o convite para mergulhar nas palavras que circularam entre máquinas de escrever e tinteiros, antes de virarem livros.
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