Coletivo alagoano entra na antologia ‘Madonnas e Fridas’ e desconstrói clichês da maternidade

O Coletivo Alagoano de Fotografia acaba de ganhar espaço na primeira antologia fotográfica brasileira dedicada às maternidades plurais. O projeto ‘Madonnas e Fridas’ reúne 50 mulheres artistas de norte a sul do país e foi lançado nesta semana. A proposta é clara: fugir dos clichês do Dia das Mães e mostrar o que realmente significa ser – ou não ser – mãe no Brasil contemporâneo.

Longe do estereótipo da mãe perfeita e sorridente, as imagens trazem realidades diversas, incluindo mães solo, pretas, periféricas, LGBTQIA+ e aquelas que optaram por não ter filhos. O coletivo alagoano contribui com registros que dialogam com a cultura local e as lutas sociais do estado. A curadoria priorizou a diversidade de olhares e a quebra de padrões.

A antologia já está disponível em formato digital e impresso, e promete circular em mostras e debates pelo Brasil. Para os organizadores, o livro é também um ato político: ‘A maternidade não é única, e a fotografia precisa mostrar isso’, afirma uma das coordenadoras. O próximo passo é levar a exposição para espaços públicos e escolas, ampliando o debate sobre o tema.

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