Confusão em show de MC Livinho em Maceió termina com discussão com PMs e acusações mútuas

Uma confusão envolvendo o cantor MC Livinho e policiais militares marcou o encerramento de um show em Maceió, na última sexta-feira (5). Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o artista discutindo com agentes da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) após a apresentação na festa “Deu Match”, realizada na Fábrica Eventos, no bairro de Jaraguá. As imagens, gravadas na saída do evento, exibem o cantor cercado por seguranças, gritando e proferindo xingamentos enquanto é escoltado até uma van branca. A confusão envolveu integrantes da equipe do artista e a produção do evento, gerando versões conflitantes sobre o ocorrido.

A produtora da festa acusou MC Livinho de descumprir o tempo de apresentação acordado em contrato. Segundo os organizadores, o show deveria durar 1h20, mas foi encerrado após cerca de 40 minutos. A empresa afirmou ainda que o cantor antecipou o início da apresentação sem avisar previamente a organização ou o público. “A produção não foi avisada. Não houve pedido, não houve negociação. O público presente foi diretamente prejudicado por uma decisão tomada exclusivamente em função de interesses pessoais do artista”, informou a empresa em nota. Além disso, a produtora relatou que membros da equipe do cantor desrespeitaram ordens da Polícia Militar e que um dos sócios do evento teria sido agredido por integrantes da equipe do artista. O caso está sendo apurado.

Em resposta, a GR6, empresa responsável pela carreira de MC Livinho, apresentou uma versão diferente. Em nota enviada ao g1, a assessoria afirmou que representantes da produção tentaram acessar o camarim antes do show, o que provocou a discussão nos bastidores. Segundo a empresa, o acesso não é permitido por questões de segurança e organização. A GR6 informou que o atrito interferiu na dinâmica da produção, provocou atraso no início do show e que MC Livinho fez cerca de 50 minutos de apresentação. A equipe também alegou que o cantor e os seguranças foram impedidos de deixar o local após o fim do evento. “A equipe entende que houve tentativa indevida de retenção do artista e de seus profissionais após o cumprimento da apresentação”, informou a GR6.

O sargento Rodolfo Peixoto, da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), disse que os agentes estavam do lado de fora da casa de shows quando foram procurados por funcionários do evento, que relataram a suposta agressão. Segundo o policial, a primeira informação recebida foi a de que MC Livinho teria empurrado um dos sócios da produção após ele insistir em tirar uma foto no camarim. Depois, outra versão foi apresentada. “Outro funcionário informou que quem teria empurrado o sócio foi um segurança do cantor”, explicou Peixoto. A PM/AL acompanhou a saída do artista do local para garantir a segurança de todos os envolvidos, mas o caso segue em apuração.

O episódio ocorre em um contexto de crescente tensão entre artistas e produtoras de eventos em todo o Brasil, com frequentes relatos de descumprimento de contratos e conflitos nos bastidores. A situação em Maceió também levanta questões sobre a atuação da Polícia Militar em ocorrências que envolvem figuras públicas, especialmente quando há versões contraditórias. Enquanto a produtora acusa o cantor de má-fé, a equipe de MC Livinho defende que houve desrespeito e tentativa de retenção indevida. O caso deve servir de alerta para a necessidade de contratos mais claros e mediação profissional em eventos de grande porte.

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