A CBF definiu nesta semana os confrontos das quartas de final da Copa do Brasil, e o sorteio não poupou emoção. Palmeiras e Santos se enfrentam em um Choque-Rei que já nasce com clima de final, enquanto o Gre-Nal coloca Grêmio e Internacional frente a frente em um duelo que paralisa o Rio Grande do Sul. O clássico mineiro entre Atlético-MG e Cruzeiro completa o pacote de jogos que prometem dividir o país.
Os jogos únicos, em formato de ida e volta, elevam a tensão e o risco de zebra. Para os clubes, a Copa do Brasil é uma das rotas mais curtas para a Libertadores e uma injeção de receita — o que explica a guerra de bastidores que ronda a entidade máxima do futebol. Nos corredores da CBF, o fracasso recente em competições internacionais reacendeu disputas internas por poder e dinheiro, com fogo amigo contra o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, e o diretor de competições, Manoel Flores.
Enquanto os clubes se preparam para os duelos em campo, a política da bola segue agitada fora dele. A pressão por transparência na arbitragem e no calendário aumenta, e a CBF tenta blindar o processo de escolha dos árbitros. O Palmeiras, atual campeão, busca o bi consecutivo, mas terá pela frente um Santos que vive fase de reconstrução e vê no torneio uma chance de afirmação.
O próximo passo, antes da bola rolar, é a definição das datas e horários, que devem ser anunciados pela CBF nos próximos dias. A expectativa é de que os jogos de ida aconteçam na última semana de agosto, com os de volta na primeira quinzena de setembro. Até lá, os técnicos terão tempo para armar estratégias, e os torcedores, para sonhar com a taça.
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